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sábado, 4 de julho de 2015

Velha jovem

Se é que eu posso dizer isso, hoje eu não madruguei, só não tive o que posso chamar de sono. E, como há muito tempo eu não tinha um motivo para me levantar cedo da cama, mesmo quando eu estava trabalhando, eu entrava num horário muito simpático para o meu organismo, eu já tinha me esquecido como era o cheiro das manhãs.

Levantei com o céu ainda escuro e de dentro do ônibus,  outra experiência que já estava desacostumada, consigo contemplar um nascer do sol laranja e rosa que me lembra os dias em que o céu era vermelho e tudo na minha vida sorria.

Coloquei um tênis confortável,  uma blusa casual, jeans e um cardigan qualquer.  Sem grandes feitos de maquiagem, coloquei brinco no meu segundo furo e pensei: "por quê não uma boina?". Saí.

Sai da rotina de ser sem rotina e me joguei no imaginário de quando a vida era fácil e eu achava que era difícil e levantar de manhã,  colocar blusa e jeans estavam no topo das minhas listas de preocupações.

Ouvindo Lifehouse no fone (realmente, deixei de fazer muitas coisas banais, pra quem andava com um mp3 de colar), quase sinto que os últimos 10 anos foram sonhos que se aglutinaram. Mas, ai eu volto pra realidade e vejo que o sonho é real e ainda não acabou.

Vou chegar em casa depois de uma manhã agitada, trocar de roupa, receber meu amigo, visitar outros, não sei, fazer algo... Com outra roupa, outra mente e tantas coisas que já não são mais as mesmas.

Por hora, só quero me preocupar com a minha falta de agasalho e esse clima estranho dessa terrinha natal.

Termino o post ao som de "Blind", percebendo que o tempo pode passar e mudar muita coisa, mas, por dentro, existem coisas que nunca mudam.

Elisa Macedo.

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