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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Jogo da Vida

Foto: Lucas Ramos
Pensando nisso tudo como um jogo, chega uma hora na vida que ganhar talvez não seja o mais importante. A mesa vira e o fato de não perder já é algo significativo.

Toda estratégia é muito bonita, a partir do momento que não contamos que os outros jogadores também têm as suas próprias. Cada um joga com o que tem. Todos jogamos o mesmo jogo, mas, no final, cada um joga o seu particularmente.

O que importa para cada um é o que cada um está buscando nesta partida. Vencer, fazer amigos, ganhar algo, ou competir, simplesmente. Existem aqueles que só por jogar já estão felizes. Outros que querem é a zoeira do momento. Alguns já são extremamente focados e querem é ganhar, enquanto outros não querem perder. No final, todo mundo quer estar jogando, seja pelo motivo que for.

Alguns objetivos mudam a cada rodada. Até mesmo alguns jogadores. Todavia, o jogo não acaba nunca. Não acaba para ninguém e feliz é aquele que descobre que neste game não existe apenas um ganhador e que a vitória não é o maior prêmio da mesa.

Este é um jogo que não só existe aqueles que ganham, mas aqueles que são mais do que vencedores. Quando se descobre isso, o jogo passa a ser só uma diversão, O prêmio já foi recebido antes dos convidados serem chamados para se sentar à mesa e, uma vez sentado, não se pode levantar.

Cada carta é uma história, cada rodada um aprendizado. Pensando nisso tudo como um jogo, chega uma hora na vida que se aprende a parar de jogar como  quem busca ganhar alguma coisa. Às vezes, só o fato de não se perder já é algo muito significativo, considerando que quem passa a vida tentando ganhar o jogo, acaba perdendo o significado da partida.

Elisa Macedo.

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