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domingo, 19 de julho de 2015

São Paulo

De dentro deste ônibus eu percebo o quanto eu me sinto e, de fato, sou livre!

Vejo os reflexos se misturando com a paisagem na janela e isso me dá uma alegria tão grande de viver, que sinto que estou viva, realmente viva e me deliciando de cada sensação de me sentir assim.

Ahhhhhhhhhh! Como é bom! Como é bom viver! Como é bom ser livre! Como é bom sair de si mesma e se descobrir! Como é bom gostar de quem se é e não só estar disposta a recomeçar,  mas a continuar recomeçando toda vez que for necessário.

Encontrar com um novo você,  que igual a você própria modificada pela perspectiva de um novo lugar, um novo ambiente,  novas pessoas, nova vida. Vida nova!

Ah, como é gostoso! Como é gostoso ter asas para voar e voar! Voar o mais longe e mais alto. Fazer rasantes emocionantes,  paradas estratégicas,  sem parar de caminhar, de conhecer, de viver.

Oh, meu Deus! Como viver é bom! Como é bom saber que bom é viver.  Viver em Ti, para Ti e contigo em todos os lugares. Em todos os lugares. Todos!

Conhecer a todos. Experimentar,  provar cada lugar, reter o que é bom e levar no coração aquilo que edifica.

De São Paulo,  eu levo comigo a mais profunda gratidão por em tão pouco tempo ter feito o que fez com meu coração.

Elisa Macedo, de São Paulo.




*All I Need - Jesus Culture*

sábado, 4 de julho de 2015

Velha jovem

Se é que eu posso dizer isso, hoje eu não madruguei, só não tive o que posso chamar de sono. E, como há muito tempo eu não tinha um motivo para me levantar cedo da cama, mesmo quando eu estava trabalhando, eu entrava num horário muito simpático para o meu organismo, eu já tinha me esquecido como era o cheiro das manhãs.

Levantei com o céu ainda escuro e de dentro do ônibus,  outra experiência que já estava desacostumada, consigo contemplar um nascer do sol laranja e rosa que me lembra os dias em que o céu era vermelho e tudo na minha vida sorria.

Coloquei um tênis confortável,  uma blusa casual, jeans e um cardigan qualquer.  Sem grandes feitos de maquiagem, coloquei brinco no meu segundo furo e pensei: "por quê não uma boina?". Saí.

Sai da rotina de ser sem rotina e me joguei no imaginário de quando a vida era fácil e eu achava que era difícil e levantar de manhã,  colocar blusa e jeans estavam no topo das minhas listas de preocupações.

Ouvindo Lifehouse no fone (realmente, deixei de fazer muitas coisas banais, pra quem andava com um mp3 de colar), quase sinto que os últimos 10 anos foram sonhos que se aglutinaram. Mas, ai eu volto pra realidade e vejo que o sonho é real e ainda não acabou.

Vou chegar em casa depois de uma manhã agitada, trocar de roupa, receber meu amigo, visitar outros, não sei, fazer algo... Com outra roupa, outra mente e tantas coisas que já não são mais as mesmas.

Por hora, só quero me preocupar com a minha falta de agasalho e esse clima estranho dessa terrinha natal.

Termino o post ao som de "Blind", percebendo que o tempo pode passar e mudar muita coisa, mas, por dentro, existem coisas que nunca mudam.

Elisa Macedo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Jogo da Vida

Foto: Lucas Ramos
Pensando nisso tudo como um jogo, chega uma hora na vida que ganhar talvez não seja o mais importante. A mesa vira e o fato de não perder já é algo significativo.

Toda estratégia é muito bonita, a partir do momento que não contamos que os outros jogadores também têm as suas próprias. Cada um joga com o que tem. Todos jogamos o mesmo jogo, mas, no final, cada um joga o seu particularmente.

O que importa para cada um é o que cada um está buscando nesta partida. Vencer, fazer amigos, ganhar algo, ou competir, simplesmente. Existem aqueles que só por jogar já estão felizes. Outros que querem é a zoeira do momento. Alguns já são extremamente focados e querem é ganhar, enquanto outros não querem perder. No final, todo mundo quer estar jogando, seja pelo motivo que for.

Alguns objetivos mudam a cada rodada. Até mesmo alguns jogadores. Todavia, o jogo não acaba nunca. Não acaba para ninguém e feliz é aquele que descobre que neste game não existe apenas um ganhador e que a vitória não é o maior prêmio da mesa.

Este é um jogo que não só existe aqueles que ganham, mas aqueles que são mais do que vencedores. Quando se descobre isso, o jogo passa a ser só uma diversão, O prêmio já foi recebido antes dos convidados serem chamados para se sentar à mesa e, uma vez sentado, não se pode levantar.

Cada carta é uma história, cada rodada um aprendizado. Pensando nisso tudo como um jogo, chega uma hora na vida que se aprende a parar de jogar como  quem busca ganhar alguma coisa. Às vezes, só o fato de não se perder já é algo muito significativo, considerando que quem passa a vida tentando ganhar o jogo, acaba perdendo o significado da partida.

Elisa Macedo.