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domingo, 21 de junho de 2015

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Meu coração ainda dói. Acho que essa não vai ser tão fácil de superar. Dessa vez,  só posso dizer que estava em minhas mãos. Em minhas mãos e eu falhei.

Eu falhei comigo. Falhei com quem precisava de mim. Isso dói.  Mas, dói muito mais saber que eu falhei com Aquele que sempre me amou e nunca deixou de me ajudar e estender suas mãos quando precisei.

Meu Deus! Eu falhei. E como falhei contigo!

Dessa vez,  não vai ser tão rápido. Mas, já começo a ver que uma hora vou estar melhor. Vou pensar melhor e, quem sabe, serei melhor do que hoje eu sou.

O fundo do poço é vazio e frio. Só que uma coisa resta: olhar para a luz no fim do túnel vertical, para cima, de onde vem o socorro.

E como eu preciso de socorro! E, não das mãos dos outros. Não de meus inimigos.  Socorro de mim mesma. De minhas falhas, de meus erros, de minhas fraquezas.

Quando achei que estava forte, um tombo me fez ver o como é fácil se embolar nas próprias pernas e cair. Cair feio. Cair fundo!

Agora, eu entendo que não preciso de nada além de silêncio e um pouco de solidão de todos ao meu redor, para estar um pouco à sós com Deus. Com aquele com quem falhei e com quem preciso recomeçar.

Hora de dar um tempo de tudo, de todos e de mim.

Elisa Macedo

*Dare You To Move - Switchfoot*

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Humanitarismo

Chega um momento que seu espírito humanitário deve trabalhar em função de uma pessoa que talvez não seja tão importante para a humanidade, mas que ainda assim vale a pena: você mesmo.

As circunstâncias vão criando situações que não podemos controlar. Podemos é torcer para nada mais de errado acontecer e trabalharmos para que as coisas se coloquem em seus devidos lugares e os dias felizes retornem, cheios de risos, cheios de abraços e cheios de real felicidade.

A ansiedade do futuro só atrapalha o presente acontecer. A ansiedade do passado, o remorso, o "remoer o osso" só nos mata com a expectativa de algo que não irá se concluir, ou seja, mudar o que já foi. Entretanto, o hoje está ai e é preciso cuidar de quem está precisando de ajuda. Mas, um soldado ferido não poderá ajudar seu amigo caído.

Este é o momento de reconhecer que se precisa de ajuda e buscar ela em quem tem. Duas pessoas feridas só irão se ferir mais. É muito lindo enquanto choram juntas. Mas, é horrível os resultados de quando as lágrimas abrem espaço para revolta sem causa.

Existe um humanitário em cada um de nós. Mas, neste momento, a humanidade será melhor ajudada se nós buscarmos ajudar a nós mesmos e nos tornarmos melhores para estendermos a mão para alguém amanhã.

Bom dia.

Elisa Macedo

terça-feira, 16 de junho de 2015

Qualquer Vírgula

Conversando com algumas pessoas que sempre souberam me dar bons conselhos, eu descobri que o que eu coloquei na minha vida ultimamente não foram reticências, foram vírgulas e vírgulas. Infinitas vírgulas. E, não vai ser qualquer vírgula que irá parar a minha história.

Era tudo o que eu precisava ouvir de outros e não de mim mesma: todos erramos. O que eu não podemos é continuar no erro, vivendo uma vida que não é a nossa, sendo alguém que não somos.

Não vai ser qualquer vírgula!

Eu não posso me permitir perder minha identidade, ser alguém que não estou acostumada a ser desde quando eu cresci. Desde o dia que me entendi por gente.

Nunca soube aceitar meus erros. Evito errar não por ser uma pessoa boa, mas porque eu sei como eu fico após uma queda. Eu sei quem eu sou. Posso ter me esquecido, mas agora me lembro.

Cuidar de minha vida! A vida que eu tenho que viver. Voltarei a ser a incansável eu, metida a certinha, estudiosa, comedora de caderno, careta, estranha, esquisita e que afunda a cara em temporadas de seriados quando está triste, no lugar de sair de casa achando que vai estrelar "Vivendo A Vida Adoidado".

Sou eu quem tem cara de simpática, mas prefere ficar sozinha. Quem gosta do frio, quem sonha acordada e quem medita no travesseiro antes de dormir.

Não vai ser qualquer vírgula!

Estou pronta para ter meu sorriso de volta no rosto.

Acho que começo a ver as portas do céu abertas para mim de novo. Eu sei quem eu sou e sem mais histórias de querer dar pause nesse caminho. Já tive minha dose de decepção que eu poderia ter vivido sem ter tomado.

Boa noite!


*Ouvindo minha mãe falar*

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sobre Tudo Que Eu Não Sou

Eu vivia falando de momentos chaves  em nossas vidas que faziam todo o resto dela ser diferente. Sempre falei. Achei até que já tinha vivido alguns. Mas, não.

Hoje,  eu sei o que é um marco zero. Hoje, sei o que é tudo ser diferente após um evento.  Hoje,  eu sei o que realmente torna a vida diferente, o que faz você acordar pensando "nunca mais serei a mesma".

Aprendi que com limites não se brincam e para cada limite rompido, um preço alto a se pagar.  E, por mais que se estabeleçam novos marcos, um limite rompido não pode ser reestabelecido.

O que fica é a dor de saber que não se foi capaz de vencer sua guerra particular. Que se é fraco, que se perdeu e não sabe como voltar.

Querer criar a máquina do tempo é tudo o que permeia minha mente e, incrivelmente, desta vez não é para ir para o futuro.

Só espero que Deus me perdoe e que Ele me ajude a me perdoar. Preciso de forças pra continuar.

Elisa Macedo

*Learning to Breathe - Switchfoot*


quarta-feira, 10 de junho de 2015

#DayOn

A gente sempre sabe quando vai fazer algo errado e, ainda assim, a gente faz.
Minha última postagem é uma prova disso. Esta, portanto, é a prova de que não vale a pena insistir no erro conhecido.

A frase "se arrependimento matasse, eu estava morta" nunca coube tão bem na minha vida. Se arrependimento matasse, eu estava morta. Mas, de certa forma, arrependimento mata e, de certa forma, eu estou morrendo.

E a morte é ruim. Sempre me senti tão viva, tão alegre, apesar dos problemas. Sempre vi os problemas pequenos como grandes, agora tudo é tão insignificante perto de tudo de mau que eu fiz.

Hoje, eu olhei para o meu chefe e senti saudades da semana passada quando ele me fazia querer arrancar meus tufos de cabelo pelas suas mudanças súbitas de ideia. Ontem, quando estava na estrada, senti saudades de ter medo. Meu Deus, como meus problemas eram pequenos!

Meu temores eram mais coisas da minha cabeça do que problemas de fato. Agora, eu só queria voltar atrás e fazer tudo diferente. Ter feito as escolhas que eu sabia que eram certas. Ter apagado a última postagem e ter deitado na minha cama e ido dormir.

Andava suspeitando de que eu tinha mudado. A certeza é a pior constatação que eu poderia perceber. E o que vai me matando a cada manhã é saber que nada será como antes.

Que saudades de mim!