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sábado, 30 de maio de 2015

Imatura e Infantil


Eu sempre fui a garota que diz "não vamos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje". Sempre fui, para mim mesma, aquela que dizia "é preciso amadurecer, crescer, evoluir". Sempre fui tão preocupada com tudo e, às vezes, com quase todo mundo. Meu mundo sempre foi cheio de vírgulas, pontos de exclamações, interrogações e pouquíssimos involuntários pontos finais.

Não me lembro da última vez que coloquei uma reticências. Não me lembro da última vez que eu disse: "ah, depois eu faço isso e vamos lá". Claro, já procrastinei algumas coisas, agora mesmo, por exemplo, estou empurrando a matéria da minha prova com a barriga por algumas horas, mas com relação às coisas mais subjetivas eu sempre tive uma tara por resolver as coisas.

Pois bem, hoje não quero resolver nada. Hoje, eu vou deixar para amanhã o que pode ser resolvido não sei quando. Mas, hoje não. Hoje eu  quero... Eu quero... Eu quero colocar mais reticências na minha vida.

Quero abrir espaço para mais coisas do que os meus arrependimentos, minhas 'remoeções' de ossos, minha busca incansável por alguma coisa que me leve até onde eu quero chegar. Hoje, eu estou me dando algumas horas de folga.

Eu já estou quase me arrependendo disso, quase apagando este texto, quase tirando meu tênis amarelo e caçando um jeito de ir estudar. Mas, poxa... Hoje eu só quero acreditar que eu posso não ser quem eu quero ser, mas já estou mais perto do que eu estava ontem. Então, posso parar um pouquinho para respirar e parar de falar para mim que eu não posso.

Eu sei, eu sei e eu mesma me digo que eu ainda tenho muito para crescer e para amadurecer. Mas, hoje não. Amanhã eu volto pra essa fase. Amanhã será daqui algumas poucas horas. Vou só ali brincar de ser normal e já volto!

Boa noite,

Elisa Macedo.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os Dias e os Anos


Os dias passam lentamente e os anos voam. Voam em asas de águias, bem nas alturas, onde ninguém pode alcançar. Onde o sol pode aquecer e o vento refrescar. Os anos voam! Como voam! Voam apressadamente. Voam como quem sabe o que irá encontrar no futuro, enquanto os dias são sofridamente agarrados ao presente, rememorando os eventos do passado.

Os dias são maus, de fato!

Mas, os anos compensam. Os dias deixam tudo igual, os anos mudam. Os dias machucam, os anos curam. Os dias nos prendem, os anos libertam. E o ponto mais interessante está em descobrir onde acontece essa quebra de dias para anos. Onde é que tudo muda? Onde é que tudo começa? Onde é que algo termina? Onde as coisas se transformam? Onde os anos, dentro dos dias, se formam?

E, mais uma vez, com os braços estendidos para o futuro, vejo os dias tentando puxar uma alavanca para o passado, mas os anos já mostraram que o que está por vir é muito melhor do que o que já foi.

Venha o que vier!