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quinta-feira, 26 de março de 2015

O que o dinheiro não paga

Fico impressionada em ver tanta gente se vendendo por pouco. Poderia começar a falar da mão de obra explorada, pessoas capacitadas e extremamente profissionais trabalhando por um nada de salário, por conta da alta competitividade do mercado de trabalho que está abarrotado de pessoas querendo trabalhar e empregadores se recusando a contratar pessoal de qualidade para manter parasitas por perto.

Mas, não. Vou falar de outra coisa. Vou falar de pessoas que comercializam a si mesmas.

Digo isso, por ver pessoas vendendo sua dignidade. Vendendo quem elas são e o que elas acreditam! Por tão pouco! Por migalhas!

Sou utópica e acredito que nem todo homem tem seu preço. Existem, sim, meus amigos, coisas que o dinheiro não paga.

O dinheiro não paga o valor de uma verdadeira amizade que partilha segredos, que segura suas mãos em momento de dor, que sai com você para sorrir naquele dia que você só quer chorar. Jamais coisa alguma, ouro nenhum no mundo, irá conseguir substituir o valor destas pessoas.

O dinheiro não paga o prazer de estar em um local onde você pode ser quem você é, por mais que digam que nós nunca podemos ser quem realmente somos, onde as pessoas ao seu redor se deliciam do prazer de conviver contigo falando, em silêncio, sorrindo, sério, expansivo, reprimido, sem desejar que você venha mudar. Apreciam exatamente este seu jeitinho, ou este seu jeitão.

O dinheiro não paga um abraço verdadeiro de pessoas que reconhecem o seu valor não pelo que elas podem te dar em troca de algo que você faça, mas por que sabem que independente do fazer, o ser humano que você é merece ser reconhecido.

O dinheiro não paga o ser humano. O dinheiro paga o trabalho dele. Mas, jamais o dinheiro irá pagar a vida, a existência, o tempo, o pensamento, os sonhos e o prazer de sentir e dizer “sinto”. Não é atoa que é direito fundamental a liberdade. A liberdade que é direito e tantos tentam tirar de nós todos os dias.

Mas, é necessário todos os dias dizer a si mesmo que tipo de homem e mulher se é. Qual é o seu valor. A que preço você está no mercado.

Isso é preciso para que você tome consciência de quem realmente é, mesmo que as circunstâncias da vida tenham tentado e, até mesmo, conseguido te mudar.

Diga isso para você mesmo e verá que por mais problemas que se tenha nessa vida, ela vale a pena ser vivida por quem você realmente é e dinheiro nenhum no mundo é capaz de pagar uma coisa tão preciosa que temos: o direito de ser!

Elisa Macedo.

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