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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tem dias que...

Eu vejo aquela rua cheia de discos de vinil. Com capas tão aleatoriamente colocadas no chão, sem que quem as colocou tomasse consciência do quão valioso é o conteúdo que essas capas guardam e meu coração aperta se lembrando dia em que um daqueles discos foi meu.

Músicas antigas que foram trilha de grandes amores, grandes eventos, grandes histórias e grandes aventuras.

Uma capa laranja no chão, que a maioria ignoraria ao ver uma figura enlouquecida estampada bem ali no papelão. A maioria, mas não todos!

Alguém viu. Alguém viu que alguém viu. E, tem dias que eu desejo não ter me desfeito de todos os fragmentos de um passado que existiu, por mais difícil que seja lembrar.

 Tem dias que eu imagino que tudo poderia ser mais fácil, se os caminhos tomados tivessem sido outros e a maturidade de agora fosse presente no passado lembrado.

Mas, a vida é feita da junção de todos os dias e das recordações de todas as histórias, inclusive as do presente.

Porém, tem dias que eu queria poder escolher apenas um dia para vivê-lo novamente com todo o conhecimento que tenho hoje, sem ficar pensando que cada coisa tem o seu tempo.

E cada coisa tem o seu próprio tempo! Agora é e já passou o tempo de se esquecer daquela rua fresca, com aqueles discos das capas tão aleatoriamente colocadas no chão.

Tem dias que eu só queria que nada tivesse acontecido. Outros, que queria que tudo acontecesse de novo.

Hoje, eu só quero que o dia termine bem e pelo amanhecer minhas memórias voltem para onde estavam: no esquecimento!

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