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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Good bye, friend.

A amizade acaba quando um "amigo" tenta tirar o outro. E, na fúria de ter sido tirado, você acaba revidando da mesma forma.

Na amizade, existe troca recíproca de experiências, ideias e afeto.

A palavra chave para qualquer relacionamento é o respeito. Acabou o respeito, acabou a consideração e tudo que antes era base.

Amor e carinho continuam. Claro! São sentimentos e escolhas que fazemos. Mas, onde não tem respeito, não tem lugar para convivência.

Ao longo dos anos, muitos nomes apareceram e sumiram deste blog. E, contados a dedo, tive amigos que perdi justamente por este motivo. Pessoas que eram super parceiras, que fizemos de tudo para estarmos juntos o tempo todo e era divertido e prazeroso.

Porém, eu realmente me pergunto por que existe uma competição entre as pessoas em querer provar que seu estilo de vida é melhor que do outro, que a banda de rock que se ouve é melhor que a que o outro ouve e isso virar motivo de picuinha.

Palavras são mais que palavras para aquele que analisa discursos.

Já perdi muitos amigos, sim. Mas, não quero perder minha dignidade!

Buenas Noches, aos que ficam! ;)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Momento em que Nasce o Amor

Eu, particularmente, tenho uma forma diferente de enxergar o amor. Para muitos, ele é tudo o que precisa ser alcançado. Existem até mesmo aqueles que abandonam família, amigos, sonhos, projetos, trabalho, ou mesmo a vida por causa dele.

Sim, amigos. Lilisa está falando de amor amor no blog.

Ao meu ver, o amor é formado por três características específicas: identificação, atração e companheirismo.

A identificação é aquilo que chamamos de amizade. Quando as pessoas têm pontos em comum e sabem como exaltar estas características de forma positiva para construir a base do relacionamento. Neste ponto é construída da ponte de ligação entre uma pessoa e outra, entre gostos, projetos e perspectivas da diferentes áreas da vida.

A atração é o tal do bendito fogo. Aquilo que faz você olhar pra pessoa e pensar "como deve ser bom beijar a quela boca", ou "dançaria mil músicas com esse alguém". A atração é a bendita paixão que por vezes é irracional. É algo de carne, de pele, de hormônio. É se sentir um cachorro olhando para o frango na máquina da padaria do domingo. É sentir frio e calor!

O companheirismo é a chave de tudo. É o que vai diferenciar uma pegação de um namoro, um caso de um casamento, uma possibilidade de relacionamento para um relacionamento de fato. É comprar o sonho da outra pessoa e vender o seu sonho pra ela. É um falar pro outro "vamos nessa, que a hora já chegou" e, como bem diria Luiz Fernando Nascimento, é "viver sua própria vida e viver essa vida própria junto com o outro".

Qualquer uma destas características sozinhas, em algum momento, pode muito bem se fingir de amor. Ser confundida e mal interpretada como. Mas, a verdade é que nenhuma delas sozinha, ou acompanhada de outra apenas, forma na minha cabeça o conceito que é capaz de fazer uma pessoa querer compartilhar sua vida com outra.

A identificação te leva a ter bons amigos que se misturado com atração pode gerar uma amizade colorida, ou uma grande confusão. A identificação com o companheirismo é uma ótima receita para laços eternos de amizades desinteressadas e valiosas. Aquelas que valem mais que o mundo e te torna de certa forma completo.

Já a identificação e companheirismo pode levar muitas pessoas a se envolverem amorosamente esperando o amor nascer em algum momento, uma vez que as duas pessoas já se conhecem e se entendem tão bem. Mas, sem aquela chama, aquele desejo de olhar no olho do outro, o literal prazer da companhia do bem-amado, uma hora ou outra aquilo que poderia ter sido um outro tipo de relacionamento sadio e eterno, acaba por ruir deixando grandes feridas no coração de ambas as partes.

Todavia, quando se encontra alguém semelhante em gostos de aspectos vitais de sua existência, não precisa ser em tudo, mas, pelo menos, daquilo que você tem como base, e esta pessoa abraça seus projetos junto contigo e te faz arrepiar a ponta do dedo mindinho, ai se encontrou o amor!

No campo das possibilidades, encontrar a pessoa "perfeita" não é impossível. É pouco provável, mas não impossível. A questão é que hoje em dia existe uma grande carência no mundo e todos querem se relacionar, pois estar solteiro é uma espécie de atestado social negativo. Mas, que se dane essa tal sociedade!

O que eu percebo no fim das contas é que tive grandes amigos, grandes companheiros, grandes aventuras amorosas, grandes zoeiras e gigantes bagunças. O amor? Já conheci também, claro. E, não acredito que ele só apareça uma vez, ou duas, ou três. Ele pode aparecer várias vezes! O amor não tem regras. Quem tem regras, somos nós.

O que coloquei pra mim são prioridades. E, no topo delas estão tantas coisas que talvez eu tenha perdido vários partos do amor em minha vida e só percebi na hora da partida, ou nem percebi passar. Não é esta uma questão que demasiadamente me importasse, embora dizer que não me importe em nada seria mentira.

A questão é que não quero ficar brincando de química, misturando dois elementos iguais com um diferente, ou dois diferentes, ou quatro com dois iguais em cada par. Eu posso não ter escolhido esperar pelo amor, mas eu escolhi viver feliz com os amores que encontrei e me satisfizeram até então.

Quando a fome aumentar, penso em como fazer. Mas, para cada dia o seu mal. O mal de hoje é saber diferenciar amigo de amor e amor de amigo, tanto para com ele, quanto para comigo.

Boa noite,

Lis Macedo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Lobotomia

Ai começa tocar 3 Doors Down e eu, que estava sentindo calor, começo a arrepiar de frio.

Memórias que não te abandonam e ainda te perturbam. Impedem que você vá ao encontro de novas situações que irão sobrepor essa coisa toda que você já deixou pra trás.

Sim, deixou pra trás. O que está lá atrás, não volta mais!

Nota: Ai olha a música que vem em seguida na playlist aleatória que está tocando aqui no You Tube.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ponto de chegada

Cansado de andar, parou.
E, por ter parado, olhou ao redor e viu o porquê tanto se cansou.

Depois de muito caminhar, o ponto de partida não estava ao longe. Para falar a verdade,  ele estava bem ali, o tempo todo.

Andou-se muito, moveu-se pouco! E o paradoxo foi desfeito ao se encontrar a realidade.

Caminhar, caminhar.
Seguir,  andar.
Caminhar, caminhar sem se chegar a algum lugar.

Como é difícil admitir que o ponto de parada é o mesmo que o da partida!

Que, por mais que se correu, nenhuma paisagem nova foi vista.

Ah, as pernas!  Como doem!
Como dói olhar pra trás e enxergar o mesmo lugar em que se está.

O começo era pra ser um lugar de visita e não um ponto a se estacionar. Ah, caminhar! Como cansa o caminhar!
Mas, não há nada que possa ser feito além de continuar.

Continuar...
Continuar...

Continuar pra onde? Para qual lugar?
A cada passo que se caminha parece que não se consegue avançar.

Pés cansados! Mente cansada! Corpo cansado!

Todos dizem: "você precisa relaxar".
O que ninguém entende é que quem descansa não pode andar.

Mas, um dia, cansado de andar, parou.
E, quando parou... Viveu!

Elisa Macedo

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Tecnologia, eu quero uma pra viver

É impressão minha, ou até ajudar no mundo de hoje é uma tarefa difícil?

Você fala:

"Não faça A. A vai dar errado".

A pessoa entende:

"Ok. Não faço A. Vou fazer o Z então".

E pula todas as outras letras do alfabeto.

Ou você diz:

"Não vamos tomar tal atitude. Isso irá nos fazer brigar no futuro".

Ai vocês acabam brigando no presente.


Sério mesmo, fico vendo esse tipo de situação e minha cabeça acaba se perdendo cada vez mais.


Realmente, no mundo de hoje está complicado se comunicar! Por mais que a tecnologia venha criar meios para facilitar esta questão, o problema atual não é mais o meio, mas as pessoas. Nota: Já estava caçando um motivo para postar esta foto. Vou usar essa publicação de desculpa, já que faço parte do movimento "não às indiretas pelo Facebook" há alguns anos. Então, posto aqui e envio o link para quem precisa ler, ou pelo menos para uma das pessoas. 

Elisa Macedo.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Tubo de Ensaio

Já fazia um tempo que eu estava procurando um tubo de ensaio que eu tinha. Ai você me pergunta: pra quê? Então, é simples, eu escrevi uma lista de 100 objetivos para minha vida, quando eu tinha apenas 13 anos e coloquei nele, para não estragar (como se fossem se passar séculos).

Há pouquíssimo tempo eu me lembrei desse episódio e comecei a revirar minhas caixas cheias de papeis, agendas e textos antigos que eu fiz. Nada! Não consegui achar. Mas, de uma coisa eu tinha certeza, pro lixo o meu tubinho não tinha ido.

Primeiro, porque aqui em casa o pessoal não gosta de jogar coisas estranhas fora até mostrar pra todo mundo. Segundo, porque eu sabia que eu tinha colocado em algum lugar difícil pra eu não perder e também que não fosse de tão fácil acesso para eu não ficar olhando todo o dia, mas só abrir depois de alguns anos para conferir se eu tinha conseguido alguma coisa que tinha escrito ali.

Pois bem. A boa notícia veio no mês passado, quando a dona Liane Macedo estava faxinando o quarto dela e mexendo nas caixas. Ela encontrou meu tubo, deu aquele grito de "que coisa estranha é essa aqui, gente?" e eu fui correndo, pois sabia que só podia ser coisa minha. Cheguei lá, estava meu tubo com minha folha da moranguinho amassada dentro, pra caber direitinho. Meu coração pulou na hora!

Abri o frasquinho, mas levei quase que uma vida pra tirar o papel lá de dentro. Estava tudo tão comprimido, que vou te falar! Enfim, quando consegui retirar minha lista, levei um susto!

Eu era tão nova pra ter sonhos tão audaciosos! E, além disso, descobri  que muitos dos meus sonhos ainda são os mesmos de literais 10 anos atrás.

Fiquei tão feliz por ter conquistado muita coisa da listinha, como fazer um intercâmbio, patinar, fazer faculdade de comunicação, viajar com meus amigos... Sério, muitas coisas! Algumas delas até estranhas, mas que fazem parte da minha personalidade, como pintar o cabelo de vermelho, jogar dinheiro na cama e deitar em cima... Coisas minhas!


O mais bacana de tudo é ver que incluí tantas pessoas nos meus projetos, minha família, meus amigos e até mesmo pessoas que eu nem conheço ainda. Lamentei não me lembrar quem é Afonso que eu desejava conhecer... (ops, acho que já sei quem é ;p).

Criança tem sonhos que podem parecer engraçados, como o meu tópico número 1 que era mudar de escola. Coisa simples, mas que antes era parte significativa do meu mundo. Quando leio objetivos mais abrangentes, parece que eu estou aprendendo comigo mesma. A Elisa do passado, dando aulas para a Elisa do presente. Me lembrando o egoísmo é uma característica que eu nunca quis ter.

Estou feliz por ter encontrado esta listinha. Irei dar uma atualizada nela e guardar de novo. Espero abri-la de outra vez daqui a 10 ou 20 anos e ter uma sensação tão boa quanto a que tive dessa vez.

Sei que apesar de não ter concluído todas as minhas metas, algumas pela idade, outras porque a vida me colocou em uma situação que eu só poderia escolher uma de duas (como ter uma festa de 15 anos e ter um computador. Eu escolhi o computador, claro),o importante é que eu sei que me esforcei e, ter alcançado algo já é muito grande para alguém que tinha apenas 13 anos e já ousava sonhar, mesmo com as poucas perspectivas aos olhos humanos.

Pois é. Deus já estava lá nos meus projetos, mas na próxima lista vou colocá-lo numa posição maior e não deixar "trocar de escola" ser meu objetivo número 1.

Acho que dessa vez eu vá precisar de mais do que apenas um tubo de ensaio, preciso ser mais específica com algumas coisas. Bom, mãos à obra! Ora de planejar para alcançar.

Nota: Cheguei a colocar esta postagem como rascunho, Mas, ah, quer saber? José compartilhou os sonhos dele, não foi? Então, oremos!

Elisa Macedo, 02 de setembro 2015, com sentimentos mistos de 2005.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

São Paulo

De dentro deste ônibus eu percebo o quanto eu me sinto e, de fato, sou livre!

Vejo os reflexos se misturando com a paisagem na janela e isso me dá uma alegria tão grande de viver, que sinto que estou viva, realmente viva e me deliciando de cada sensação de me sentir assim.

Ahhhhhhhhhh! Como é bom! Como é bom viver! Como é bom ser livre! Como é bom sair de si mesma e se descobrir! Como é bom gostar de quem se é e não só estar disposta a recomeçar,  mas a continuar recomeçando toda vez que for necessário.

Encontrar com um novo você,  que igual a você própria modificada pela perspectiva de um novo lugar, um novo ambiente,  novas pessoas, nova vida. Vida nova!

Ah, como é gostoso! Como é gostoso ter asas para voar e voar! Voar o mais longe e mais alto. Fazer rasantes emocionantes,  paradas estratégicas,  sem parar de caminhar, de conhecer, de viver.

Oh, meu Deus! Como viver é bom! Como é bom saber que bom é viver.  Viver em Ti, para Ti e contigo em todos os lugares. Em todos os lugares. Todos!

Conhecer a todos. Experimentar,  provar cada lugar, reter o que é bom e levar no coração aquilo que edifica.

De São Paulo,  eu levo comigo a mais profunda gratidão por em tão pouco tempo ter feito o que fez com meu coração.

Elisa Macedo, de São Paulo.




*All I Need - Jesus Culture*

sábado, 4 de julho de 2015

Velha jovem

Se é que eu posso dizer isso, hoje eu não madruguei, só não tive o que posso chamar de sono. E, como há muito tempo eu não tinha um motivo para me levantar cedo da cama, mesmo quando eu estava trabalhando, eu entrava num horário muito simpático para o meu organismo, eu já tinha me esquecido como era o cheiro das manhãs.

Levantei com o céu ainda escuro e de dentro do ônibus,  outra experiência que já estava desacostumada, consigo contemplar um nascer do sol laranja e rosa que me lembra os dias em que o céu era vermelho e tudo na minha vida sorria.

Coloquei um tênis confortável,  uma blusa casual, jeans e um cardigan qualquer.  Sem grandes feitos de maquiagem, coloquei brinco no meu segundo furo e pensei: "por quê não uma boina?". Saí.

Sai da rotina de ser sem rotina e me joguei no imaginário de quando a vida era fácil e eu achava que era difícil e levantar de manhã,  colocar blusa e jeans estavam no topo das minhas listas de preocupações.

Ouvindo Lifehouse no fone (realmente, deixei de fazer muitas coisas banais, pra quem andava com um mp3 de colar), quase sinto que os últimos 10 anos foram sonhos que se aglutinaram. Mas, ai eu volto pra realidade e vejo que o sonho é real e ainda não acabou.

Vou chegar em casa depois de uma manhã agitada, trocar de roupa, receber meu amigo, visitar outros, não sei, fazer algo... Com outra roupa, outra mente e tantas coisas que já não são mais as mesmas.

Por hora, só quero me preocupar com a minha falta de agasalho e esse clima estranho dessa terrinha natal.

Termino o post ao som de "Blind", percebendo que o tempo pode passar e mudar muita coisa, mas, por dentro, existem coisas que nunca mudam.

Elisa Macedo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Jogo da Vida

Foto: Lucas Ramos
Pensando nisso tudo como um jogo, chega uma hora na vida que ganhar talvez não seja o mais importante. A mesa vira e o fato de não perder já é algo significativo.

Toda estratégia é muito bonita, a partir do momento que não contamos que os outros jogadores também têm as suas próprias. Cada um joga com o que tem. Todos jogamos o mesmo jogo, mas, no final, cada um joga o seu particularmente.

O que importa para cada um é o que cada um está buscando nesta partida. Vencer, fazer amigos, ganhar algo, ou competir, simplesmente. Existem aqueles que só por jogar já estão felizes. Outros que querem é a zoeira do momento. Alguns já são extremamente focados e querem é ganhar, enquanto outros não querem perder. No final, todo mundo quer estar jogando, seja pelo motivo que for.

Alguns objetivos mudam a cada rodada. Até mesmo alguns jogadores. Todavia, o jogo não acaba nunca. Não acaba para ninguém e feliz é aquele que descobre que neste game não existe apenas um ganhador e que a vitória não é o maior prêmio da mesa.

Este é um jogo que não só existe aqueles que ganham, mas aqueles que são mais do que vencedores. Quando se descobre isso, o jogo passa a ser só uma diversão, O prêmio já foi recebido antes dos convidados serem chamados para se sentar à mesa e, uma vez sentado, não se pode levantar.

Cada carta é uma história, cada rodada um aprendizado. Pensando nisso tudo como um jogo, chega uma hora na vida que se aprende a parar de jogar como  quem busca ganhar alguma coisa. Às vezes, só o fato de não se perder já é algo muito significativo, considerando que quem passa a vida tentando ganhar o jogo, acaba perdendo o significado da partida.

Elisa Macedo.

domingo, 21 de junho de 2015

Offline

Meu coração ainda dói. Acho que essa não vai ser tão fácil de superar. Dessa vez,  só posso dizer que estava em minhas mãos. Em minhas mãos e eu falhei.

Eu falhei comigo. Falhei com quem precisava de mim. Isso dói.  Mas, dói muito mais saber que eu falhei com Aquele que sempre me amou e nunca deixou de me ajudar e estender suas mãos quando precisei.

Meu Deus! Eu falhei. E como falhei contigo!

Dessa vez,  não vai ser tão rápido. Mas, já começo a ver que uma hora vou estar melhor. Vou pensar melhor e, quem sabe, serei melhor do que hoje eu sou.

O fundo do poço é vazio e frio. Só que uma coisa resta: olhar para a luz no fim do túnel vertical, para cima, de onde vem o socorro.

E como eu preciso de socorro! E, não das mãos dos outros. Não de meus inimigos.  Socorro de mim mesma. De minhas falhas, de meus erros, de minhas fraquezas.

Quando achei que estava forte, um tombo me fez ver o como é fácil se embolar nas próprias pernas e cair. Cair feio. Cair fundo!

Agora, eu entendo que não preciso de nada além de silêncio e um pouco de solidão de todos ao meu redor, para estar um pouco à sós com Deus. Com aquele com quem falhei e com quem preciso recomeçar.

Hora de dar um tempo de tudo, de todos e de mim.

Elisa Macedo

*Dare You To Move - Switchfoot*

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Humanitarismo

Chega um momento que seu espírito humanitário deve trabalhar em função de uma pessoa que talvez não seja tão importante para a humanidade, mas que ainda assim vale a pena: você mesmo.

As circunstâncias vão criando situações que não podemos controlar. Podemos é torcer para nada mais de errado acontecer e trabalharmos para que as coisas se coloquem em seus devidos lugares e os dias felizes retornem, cheios de risos, cheios de abraços e cheios de real felicidade.

A ansiedade do futuro só atrapalha o presente acontecer. A ansiedade do passado, o remorso, o "remoer o osso" só nos mata com a expectativa de algo que não irá se concluir, ou seja, mudar o que já foi. Entretanto, o hoje está ai e é preciso cuidar de quem está precisando de ajuda. Mas, um soldado ferido não poderá ajudar seu amigo caído.

Este é o momento de reconhecer que se precisa de ajuda e buscar ela em quem tem. Duas pessoas feridas só irão se ferir mais. É muito lindo enquanto choram juntas. Mas, é horrível os resultados de quando as lágrimas abrem espaço para revolta sem causa.

Existe um humanitário em cada um de nós. Mas, neste momento, a humanidade será melhor ajudada se nós buscarmos ajudar a nós mesmos e nos tornarmos melhores para estendermos a mão para alguém amanhã.

Bom dia.

Elisa Macedo

terça-feira, 16 de junho de 2015

Qualquer Vírgula

Conversando com algumas pessoas que sempre souberam me dar bons conselhos, eu descobri que o que eu coloquei na minha vida ultimamente não foram reticências, foram vírgulas e vírgulas. Infinitas vírgulas. E, não vai ser qualquer vírgula que irá parar a minha história.

Era tudo o que eu precisava ouvir de outros e não de mim mesma: todos erramos. O que eu não podemos é continuar no erro, vivendo uma vida que não é a nossa, sendo alguém que não somos.

Não vai ser qualquer vírgula!

Eu não posso me permitir perder minha identidade, ser alguém que não estou acostumada a ser desde quando eu cresci. Desde o dia que me entendi por gente.

Nunca soube aceitar meus erros. Evito errar não por ser uma pessoa boa, mas porque eu sei como eu fico após uma queda. Eu sei quem eu sou. Posso ter me esquecido, mas agora me lembro.

Cuidar de minha vida! A vida que eu tenho que viver. Voltarei a ser a incansável eu, metida a certinha, estudiosa, comedora de caderno, careta, estranha, esquisita e que afunda a cara em temporadas de seriados quando está triste, no lugar de sair de casa achando que vai estrelar "Vivendo A Vida Adoidado".

Sou eu quem tem cara de simpática, mas prefere ficar sozinha. Quem gosta do frio, quem sonha acordada e quem medita no travesseiro antes de dormir.

Não vai ser qualquer vírgula!

Estou pronta para ter meu sorriso de volta no rosto.

Acho que começo a ver as portas do céu abertas para mim de novo. Eu sei quem eu sou e sem mais histórias de querer dar pause nesse caminho. Já tive minha dose de decepção que eu poderia ter vivido sem ter tomado.

Boa noite!


*Ouvindo minha mãe falar*

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sobre Tudo Que Eu Não Sou

Eu vivia falando de momentos chaves  em nossas vidas que faziam todo o resto dela ser diferente. Sempre falei. Achei até que já tinha vivido alguns. Mas, não.

Hoje,  eu sei o que é um marco zero. Hoje, sei o que é tudo ser diferente após um evento.  Hoje,  eu sei o que realmente torna a vida diferente, o que faz você acordar pensando "nunca mais serei a mesma".

Aprendi que com limites não se brincam e para cada limite rompido, um preço alto a se pagar.  E, por mais que se estabeleçam novos marcos, um limite rompido não pode ser reestabelecido.

O que fica é a dor de saber que não se foi capaz de vencer sua guerra particular. Que se é fraco, que se perdeu e não sabe como voltar.

Querer criar a máquina do tempo é tudo o que permeia minha mente e, incrivelmente, desta vez não é para ir para o futuro.

Só espero que Deus me perdoe e que Ele me ajude a me perdoar. Preciso de forças pra continuar.

Elisa Macedo

*Learning to Breathe - Switchfoot*


quarta-feira, 10 de junho de 2015

#DayOn

A gente sempre sabe quando vai fazer algo errado e, ainda assim, a gente faz.
Minha última postagem é uma prova disso. Esta, portanto, é a prova de que não vale a pena insistir no erro conhecido.

A frase "se arrependimento matasse, eu estava morta" nunca coube tão bem na minha vida. Se arrependimento matasse, eu estava morta. Mas, de certa forma, arrependimento mata e, de certa forma, eu estou morrendo.

E a morte é ruim. Sempre me senti tão viva, tão alegre, apesar dos problemas. Sempre vi os problemas pequenos como grandes, agora tudo é tão insignificante perto de tudo de mau que eu fiz.

Hoje, eu olhei para o meu chefe e senti saudades da semana passada quando ele me fazia querer arrancar meus tufos de cabelo pelas suas mudanças súbitas de ideia. Ontem, quando estava na estrada, senti saudades de ter medo. Meu Deus, como meus problemas eram pequenos!

Meu temores eram mais coisas da minha cabeça do que problemas de fato. Agora, eu só queria voltar atrás e fazer tudo diferente. Ter feito as escolhas que eu sabia que eram certas. Ter apagado a última postagem e ter deitado na minha cama e ido dormir.

Andava suspeitando de que eu tinha mudado. A certeza é a pior constatação que eu poderia perceber. E o que vai me matando a cada manhã é saber que nada será como antes.

Que saudades de mim!

sábado, 30 de maio de 2015

Imatura e Infantil


Eu sempre fui a garota que diz "não vamos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje". Sempre fui, para mim mesma, aquela que dizia "é preciso amadurecer, crescer, evoluir". Sempre fui tão preocupada com tudo e, às vezes, com quase todo mundo. Meu mundo sempre foi cheio de vírgulas, pontos de exclamações, interrogações e pouquíssimos involuntários pontos finais.

Não me lembro da última vez que coloquei uma reticências. Não me lembro da última vez que eu disse: "ah, depois eu faço isso e vamos lá". Claro, já procrastinei algumas coisas, agora mesmo, por exemplo, estou empurrando a matéria da minha prova com a barriga por algumas horas, mas com relação às coisas mais subjetivas eu sempre tive uma tara por resolver as coisas.

Pois bem, hoje não quero resolver nada. Hoje, eu vou deixar para amanhã o que pode ser resolvido não sei quando. Mas, hoje não. Hoje eu  quero... Eu quero... Eu quero colocar mais reticências na minha vida.

Quero abrir espaço para mais coisas do que os meus arrependimentos, minhas 'remoeções' de ossos, minha busca incansável por alguma coisa que me leve até onde eu quero chegar. Hoje, eu estou me dando algumas horas de folga.

Eu já estou quase me arrependendo disso, quase apagando este texto, quase tirando meu tênis amarelo e caçando um jeito de ir estudar. Mas, poxa... Hoje eu só quero acreditar que eu posso não ser quem eu quero ser, mas já estou mais perto do que eu estava ontem. Então, posso parar um pouquinho para respirar e parar de falar para mim que eu não posso.

Eu sei, eu sei e eu mesma me digo que eu ainda tenho muito para crescer e para amadurecer. Mas, hoje não. Amanhã eu volto pra essa fase. Amanhã será daqui algumas poucas horas. Vou só ali brincar de ser normal e já volto!

Boa noite,

Elisa Macedo.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os Dias e os Anos


Os dias passam lentamente e os anos voam. Voam em asas de águias, bem nas alturas, onde ninguém pode alcançar. Onde o sol pode aquecer e o vento refrescar. Os anos voam! Como voam! Voam apressadamente. Voam como quem sabe o que irá encontrar no futuro, enquanto os dias são sofridamente agarrados ao presente, rememorando os eventos do passado.

Os dias são maus, de fato!

Mas, os anos compensam. Os dias deixam tudo igual, os anos mudam. Os dias machucam, os anos curam. Os dias nos prendem, os anos libertam. E o ponto mais interessante está em descobrir onde acontece essa quebra de dias para anos. Onde é que tudo muda? Onde é que tudo começa? Onde é que algo termina? Onde as coisas se transformam? Onde os anos, dentro dos dias, se formam?

E, mais uma vez, com os braços estendidos para o futuro, vejo os dias tentando puxar uma alavanca para o passado, mas os anos já mostraram que o que está por vir é muito melhor do que o que já foi.

Venha o que vier!

terça-feira, 31 de março de 2015

Bem me quer - Mal me quer

Belo Horizonte
Foto: Elisa Macedo
Quando se está numa situação extremamente boa, parece que qualquer coisa irá torná-la extremamente ruim. O contrário também é verdadeiro. Fico me perguntando se viver essa falta de equilíbrio nas situações e emoções em geral é algo saudável.

Claro que eu me pergunto retoricamente, porque é sabido que todo desequilíbrio é algo prejudicial. Mas, como lidar com situações que uma hora te obrigam gargalhar e outras te fazem chorar tanto?

É como estar sempre segurando uma faca com dois gumes e sem cabinho. Se você quer cortar algo, acaba se cortando. E, se não se cortar, não corta aquilo que precisa.

Eu sinceramente estou em um paradoxo. Preciso que algo rompa a realidade pra eu conseguir sair deste labirinto sem solução.

Elisa Macedo.

quinta-feira, 26 de março de 2015

O que o dinheiro não paga

Fico impressionada em ver tanta gente se vendendo por pouco. Poderia começar a falar da mão de obra explorada, pessoas capacitadas e extremamente profissionais trabalhando por um nada de salário, por conta da alta competitividade do mercado de trabalho que está abarrotado de pessoas querendo trabalhar e empregadores se recusando a contratar pessoal de qualidade para manter parasitas por perto.

Mas, não. Vou falar de outra coisa. Vou falar de pessoas que comercializam a si mesmas.

Digo isso, por ver pessoas vendendo sua dignidade. Vendendo quem elas são e o que elas acreditam! Por tão pouco! Por migalhas!

Sou utópica e acredito que nem todo homem tem seu preço. Existem, sim, meus amigos, coisas que o dinheiro não paga.

O dinheiro não paga o valor de uma verdadeira amizade que partilha segredos, que segura suas mãos em momento de dor, que sai com você para sorrir naquele dia que você só quer chorar. Jamais coisa alguma, ouro nenhum no mundo, irá conseguir substituir o valor destas pessoas.

O dinheiro não paga o prazer de estar em um local onde você pode ser quem você é, por mais que digam que nós nunca podemos ser quem realmente somos, onde as pessoas ao seu redor se deliciam do prazer de conviver contigo falando, em silêncio, sorrindo, sério, expansivo, reprimido, sem desejar que você venha mudar. Apreciam exatamente este seu jeitinho, ou este seu jeitão.

O dinheiro não paga um abraço verdadeiro de pessoas que reconhecem o seu valor não pelo que elas podem te dar em troca de algo que você faça, mas por que sabem que independente do fazer, o ser humano que você é merece ser reconhecido.

O dinheiro não paga o ser humano. O dinheiro paga o trabalho dele. Mas, jamais o dinheiro irá pagar a vida, a existência, o tempo, o pensamento, os sonhos e o prazer de sentir e dizer “sinto”. Não é atoa que é direito fundamental a liberdade. A liberdade que é direito e tantos tentam tirar de nós todos os dias.

Mas, é necessário todos os dias dizer a si mesmo que tipo de homem e mulher se é. Qual é o seu valor. A que preço você está no mercado.

Isso é preciso para que você tome consciência de quem realmente é, mesmo que as circunstâncias da vida tenham tentado e, até mesmo, conseguido te mudar.

Diga isso para você mesmo e verá que por mais problemas que se tenha nessa vida, ela vale a pena ser vivida por quem você realmente é e dinheiro nenhum no mundo é capaz de pagar uma coisa tão preciosa que temos: o direito de ser!

Elisa Macedo.

domingo, 22 de março de 2015

O Conflito do Pastor

Todos nós temos algum traço semelhante ao Criador. Muitos guardam a característica mais interessante, ao meu ver: tentar recuperar irrecuperáveis.

O que nos mantém acordados durante o dia e domina nosso sono durante a noite, é a vontade de transformar algo que já foi dado como perdido em algo que pode dar certo.

Neste meio tempo, muitas investidas são realizadas e a cada derrota, cresce no peito a esperança de que a próxima vez irá funcionar.

Funcionar...

É como um carro quebrado. Um aparelho de som antigo. Algo que sabemos o valor e sua funcionalidade - se é que assim podemos dizer. Entretanto, falta alguma coisa para que tudo dê certo. E nós nos alistamos para esta tarefa de reconciliar os rebeldes, buscar os perdidos e lutar pelos que aparentam vencidos.

A síndrome do pastor e a ovelha perdida.

Às vezes, para buscarmos algo que queremos tanto e está tão longe, acabamos deixando para trás as 99 ovelhas no campo. Aquilo que está dando certo. Aquilo que em número pode ser maior, mas não se compara ao prazer de trazer de volta aquilo que foi perdido.

Duro dizer. E, não que as 99 devam fugir também. Até porque, se as 99 também fossem fugitivas, onde estaria o valor da única ovelha perdida? Cada um cumpre o seu papel.

E, também, cada um recebe as consequências do seu papel.

Com certeza, a ovelha que se perdeu se machucou, sofreu e perdeu tanto tempo longe do carinho de quem sabia dela cuidar. A tristeza é quando a ovelha se perde para tão longe, que não importa o quanto o pastor se esforce para alcançá-la, ela já não pode mais ser achada.

No nosso coração bate a esperança de um dia voltar para casa e ter as 100 ovelhas nos devidos lugares onde elas deveriam estar. Olhar para a ovelha que antes estava perdida e ter o prazer de dizer que daqui ela jamais sairá outra vez.

Elisa Macedo

quinta-feira, 19 de março de 2015

Meu Primeiro Eu Te Amo


Estava eu, aqui, toda toda, achando que a vida é fácil, trabalhando de sol a sol, quando, de repente, deparei-me com uma realidade: Minha colega de trabalho chegou até minha mesa e começou a falar algum assunto do serviço e eu soltei a não temida frase "estou realizada".

Não planejei, não pensei que seria assim. Não tinha pensado muito nisso. De fato, tenho muito o que reclamar. Mas, acho que, em algum lugar no meu coração, eu tenho muito mais a agradecer.

Ótimo comemorar o aniversário sabendo que se é feliz na vida. Que as coisas estão dando certo. Que, de algum modo, mesmo a vida sendo cheia de tantas vírgulas, tantos detalhes a serem especificados em uma linha, assim como neste texto, por exemplo, eu sou uma pessoa mais do que feliz.

Tenho muito a agradecer a Deus. Pois eu sei que eu sou Bem Aventurada. E bota aventura nisso! (risos - porque agora sou madura, não posso ficar colocando hahahahahhaha :P)

Bom, hora de fechar o expediente, olhar pro meu chefe e falar "bora, meu filho", pegar a estrada e voltar pra JF. Afinal, quero passar meu aniversário perto daquela gente Rycca, Phynna, Elegante e Sincera. Com a habilidade pra dizer mais sim do que não... Não, não! hahahahah

A todos meus amigos, um beijo, um abraço e, por que não um queijo, uai?!

Partiu partindo. Os dias dos 23 serão INCRÍVEIS!

Elisa Macedo.

terça-feira, 17 de março de 2015

As Batidas do Meu Coração

 Um dia, o coração irá parar.

Hoje, entretanto e felizmente, ele bate. Bate com batidas descompassadas com o passar dos dias.

Bate sabendo que essas mudanças de ritmos são efeitos produzidos por pensamentos de sonhos não realizados e esperança de um futuro com estas concretizações.

Hoje, o coração bate ansioso por alguma mudança. Ainda que esta mudança seja um passo ao passado. Ainda que essa mudança seja voltar a ser como antes, de um jeito diferente. De um jeito que dê certo.

O coração tem lá seus motivos para bater. Mas, nunca é sem motivo que ele segue o compasso de uma canção. É sempre pensando que a melodia foi feita para marcar algum lugar, algum momento, algum alguém.

As batidas são sempre Tum-Tuns de espera e da realidade de que o amanhã é hoje. Os dias passam... O coração continua batendo. Às vezes, ele acelera. Outras, porém, ele bate bem devagarzinho. Bem devagarzinho.

Bate bem devagarzinho.

E, por alguns momentos amuado. Mas, ele bate. Ele bate devagarzinho e logo volta a bater forte.

A esperança enche o coração de forças. Enche o coração de alegria. Enche o coração de vigor. Enquanto ele bate, tudo ainda pode ser diferente. E, se não for, a cada batida ele foi feliz acreditando que sim.

Hoje, o coração bate. Bate por tantas expectativas, tantas emoções, tantos sonhos. Bate. Bate forte. Bate por alguém.

O coração até queria ter vida própria e fazer com que outro coração batesse por ele também. Mas, cada coração tem sua batida e cada batida está sujeita a encontrar o seu ritmo perfeito, ou alguém que deseje se alinhar a seu compasso.

Esse coração hoje bate. Bate forte. Bate. Bate sozinho. Bate tão amedrontadamente que parece que suas batidas já tocam uma música antiga que não faz mais sentido.

Um dia, porém, o coração não irá mais bater.

Triste é saber que neste dia não irá mais importar por quem ele bateu.

Já não importa agora para quem suas batidas foram dedicadas. Hoje, coração, você bate sozinho essas batidas descompassadas.

Enquanto isso, vai batendo. Suas batidas de esperança alivia a realidade que está doendo.

Elisa Macedo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tem dias que...

Eu vejo aquela rua cheia de discos de vinil. Com capas tão aleatoriamente colocadas no chão, sem que quem as colocou tomasse consciência do quão valioso é o conteúdo que essas capas guardam e meu coração aperta se lembrando dia em que um daqueles discos foi meu.

Músicas antigas que foram trilha de grandes amores, grandes eventos, grandes histórias e grandes aventuras.

Uma capa laranja no chão, que a maioria ignoraria ao ver uma figura enlouquecida estampada bem ali no papelão. A maioria, mas não todos!

Alguém viu. Alguém viu que alguém viu. E, tem dias que eu desejo não ter me desfeito de todos os fragmentos de um passado que existiu, por mais difícil que seja lembrar.

 Tem dias que eu imagino que tudo poderia ser mais fácil, se os caminhos tomados tivessem sido outros e a maturidade de agora fosse presente no passado lembrado.

Mas, a vida é feita da junção de todos os dias e das recordações de todas as histórias, inclusive as do presente.

Porém, tem dias que eu queria poder escolher apenas um dia para vivê-lo novamente com todo o conhecimento que tenho hoje, sem ficar pensando que cada coisa tem o seu tempo.

E cada coisa tem o seu próprio tempo! Agora é e já passou o tempo de se esquecer daquela rua fresca, com aqueles discos das capas tão aleatoriamente colocadas no chão.

Tem dias que eu só queria que nada tivesse acontecido. Outros, que queria que tudo acontecesse de novo.

Hoje, eu só quero que o dia termine bem e pelo amanhecer minhas memórias voltem para onde estavam: no esquecimento!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O Deus de hoje

Estava conversando com minha amiga sobre algumas histórias minhas do passado. Conversa vai, conversa vem, cheguei à uma conclusão: "Deus é um Deus preocupado com o hoje".

Imagem da rede
Por que eu digo isso? Simples, porque se Deus ficar pensando nos nossos pecados de ontem, não vai conseguir nem olhar pra gente hoje. Se for trazer para o presente os pecados que cometeremos amanhã, não vai estender suas mãos agora para nos abençoar. Resumindo: "para cada dia o seu próprio mal".

Sendo assim, imagino que quando Ele diz isso, talvez Ele esteja dizendo de si mesmo.  Que a cada dia Ele nos observa, julga, corrige, analisa, trabalha, etc pelos efeitos de cada dia em particular. Claro que, em algum momento, haverá um grande pacote que nossos dias serão colocados juntos e serão apresentados novamente diante Dele... Mas, para esta vida terrena, repito: um dia de cada vez.

No Salmo 90, versículo 12, o autor pede para o Senhor nos ensinar a contar os nossos dias para alcançarmos corações verdadeiramente sábios. Este é um pedido inteligentemente sábio!

Imagem da rede
Se eu sei viver o dia de hoje com paciência, tranquilidade e sabedoria, não irei ficar ansioso pelo futuro e nem remoendo o que ficou no passado e, provavelmente, viverei muito melhor.

Se "o que temos para hoje é saudade", como diria uma música por ai, pois, saudades sentiremos! Se temos amor, amor teremos! Se temos dinheiro, dinheiro  teremos! Se temos dor, dor teremos! Se temos tudo, tudo teremos! Se temos nada, ora, nada teremos! E vamos seguindo a vida, por que o hoje é apenas mais um dia e logo será amanhã. Já dizia o sábio Douglas: paciência!

Afinal de contas, quem pode acrescentar uma hora a mais de vida para si mesmo, ou colocar um palmo a mais no seu tamanho por mais ansioso que esteja? Ninguém.

No final das contas, para crédulos e incrédulos esta é uma grande verdade: Deus é o Senhor do tempo e não há nada que possamos fazer para pará-lo, fazê-lo voltar atrás, ou adiantá-lo. Cabe a nós vivermos um dia após o outro sem nos desfalecermos pensando que não temos mais nada de bom para viver como tínhamos no passado, ou como queríamos ter no futuro, ou mesmo que o presente maravilhoso um dia irá acabar.

Imagem da rede
O que precisamos é manter no coração é a esperança de que, por mais gostoso que ontem tenha sido, o hoje seja e aguardamos o amanhã, o melhor ainda está por vir.

Os astros brilham todos os dias e nem por isso deixarão de brilhar amanhã. Sempre há um novo nascer do sol.

Esperemos, pois.



Elisa Macedo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mensurar

Foto: Elisa Macedo
Em algum lugar de Portugal - 2013.
Ninguém nunca saberá o quanto te feriu ou o quanto te fez sorrir. Da mesma forma, você também não saberá o quanto causou estas emoções na vida de alguém.

No final das contas, todos vivemos de grandes suposições para nortear como será o nosso comportamento diante do nosso próximo. E, por mais certos que estejamos de nossas ações, o resultado delas sempre será uma incógnita.

Aprenda a fazer o seu melhor e viver com a paz na consciência de que você fez o que deveria ser feito. Quanto ao outro, apenas pense que cada um tem seu inferno particular para lidar.

Deus os abençoe.

Bom dia,

Elisa Macedo.


*Bryan Adams - Please Forgive Me*

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Novos rumos

Acho que, na vida de todo mundo, ou pelo menos da maioria, chega um dia que não nos importamos mais em buscar a atenção de quem não quer olhar, ou o amor de quem não quer amar. Apenas se quer aproveitar aquilo que se tem e ser feliz com aqueles e aquilo que se conquistou.

No ano que se passou, muita coisa aconteceu na minha vida. Foi um ano sabático, de fato. Decidi que este ano, 2015, seria um ano de construir novos degraus para subir as escadas depois. É um trabalho árduo, de longo prazo e com visibilidade quase nula do que se está construindo. Se os degraus foram construídos de forma sólida, só o futuro dirá.

Sei que, no meu presente, eu tenho feito de tudo para que eu possa realizar os meus sonhos. Tenho plena consciência de tudo que tenho deixado para trás e, até mesmo renunciado. Mas, foi assim que eu escolhi viver minha vida.

Se tem uma coisa que eu sempre me ensinei é a aprender a lidar com as consequências das escolhas que eu faço. Viver um dia após o outro e entender que o que temos para cada dia não é o que será para amanhã e para todo sempre. Sendo assim, procurar viver cada emoção da forma mais intensa possível enquanto ela está acontecendo.

Não é algo fácil. Não é algo 100% controlável. Porém, é algo que me ajuda a contar os meus dias e não sofrer com a ansiedade de um futuro que não se pode prever ao certo.

Uma das grandes respostas que eu tomei como lema para minha vida é "nunca desistir", mesmo que esteja ficando difícil. Afinal, "o escape, o descanso, a cura e a recompensa" sempre vêm.

Agora é hora de focar e colocar o lema mais em prática do que nunca. Olhar para frente sempre e, por mais que o vislumbre de olhar pra trás possa gerar em mim algum sentimento de perda, sei que o que eu tenho a ganhar é muito mais do que o que um dia eu perdi ou tenha aberto mão.

Que venha o futuro!

Elisa Macedo.