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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Meus motivos para votar em Aécio

Confesso que votar em Aécio Neves não era minha primeira opção. Entretanto, minha candidata, Marina Silva, não foi para o segundo turno da disputa presidencial. Achei coerente apoiar  Aécio, uma vez que ele assumiu o compromisso de levar adiante propostas desta candidata (como a Escola Integral, por exemplo).

Além disso, tive a oportunidade de conhecer a realidade de outros estados brasileiros e posso dizer, com propriedade, que Minas Gerais está melhor do que muitos.

Aqui, por favor, gostaria de deixar claro que não estou dizendo que Minas é o paraíso. Realmente, nosso estado tem enfrentado muitos problemas. Muitos, inclusive, que não são exclusivos nossos, mas problemas que precisam de uma medida efetiva vinda da esfera Federal para auxiliar no combate ao crime e na melhoria da saúde, por exemplo.

Por falar em saúde, hoje, em Juiz de Fora, a população reclama da espera de horas nas filas de hospitais e UPAS, enquanto em estados vizinhos, como Rio de Janeiro, algumas pessoas passam dias esperando para serem atendidas.

Acredito que Aécio foi um bom governador para nosso estado. Nas últimas eleições, votei em Marina, nos dois turnos, por não me identificar com o candidato escolhido pelo PSDB, naquele momento. E me recusei a votar em Dilma por todos os escândalos envolvendo o PT e a falta de “desconhecimento” apresentado pelos líderes do partido. “Se uma pessoa não conhece o que acontece com o próprio partido, como vai conhecer o que acontece com uma nação do tamanho do Brasil?” – pensei.

Queria apostar em uma terceira via. Um novo modelo que viesse despolarizar o Brasil desse azul e vermelho, PSDB e PT. Porém, mais um período eleitoral se apresentou e o povo brasileiro mostrou estar contente com essa polarização.

Ter anulado meu voto no 2° turno das últimas eleições não mudou a realidade. Acho que meu voto, nesse momento, representa a insatisfação de milhares brasileiros com tanta corrupção, mentira e a forma como temos sido tratados pelo partido que se encontra no poder: como ignorantes que devem acreditar nas mentiras e se tornar dependentes dos programas sociais para que eles venham se perpetuar no poder.

Políticas Públicas, obras sociais e tantas outras ações do governo são feitas para beneficiar o povo. Enquanto elas forem feitas para beneficiar pessoas e partidos a governarem um país, todas essas ações já nascem mortas em sua razão de ser.


A inflação está ai, mas dizem que não. A corrupção dos últimos anos no Brasil foi escândalo para todo o mundo, mas o PT nada sabe. Como posso compactuar com isso? Sou uma idealista! Acredito que um país melhor pode ser construído. Aécio pode não ser a representação desse ideal, mas é o começo da mudança que o Brasil precisa, inclusive para permitir ao Partido dos Trabalhadores, juntamente com grande parte da população, venha rever seus ideais políticos.

Por Elisa Macedo.

É tempo de Mudança!

Este partido pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas.
Este partido fez o PIB crescer 110%, e a renda per capta dobrar. Aumentou os lucros das empresas de 175 milhoes para 5 bilhões.
E reduziu uma hiper-inflação a no máximo 25% ao ano. Este partido amava arte, música e cultura.
Seu governo levou milhares de pessoas a se tornarem militantes e a fechar os olhos para todas as atrocidades que estavam fazendo.
Essa é a história do Partido Nazista Alemão e uma prova de que, no final das contas, só importa aquilo que nos mostram, ou o que queremos ver.
Um pouco de história faz bem!

Por Elisa Macedo

sábado, 18 de outubro de 2014

Europa, saudades de você.

Sinto muita falta de quando eu realmente consegui mudar o mundo. De quando olhar para a janela e saber que algo novo e desconhecido estava lá fora era a melhor sensação do mundo. Sinto muita falta!
Meu coração doí!
Eu até queria colocar tudo em palavras, queria mesmo. Mas, já me vejo impossibilitada de fazê-lo antes de começar.
Se senti amor, foi pelos dias que ali vivi.
Que saudades! Que saudades!
Quem não conhece a língua portuguesa jamais será capaz de entender o que digo aqui.
Que Saudades!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Momento Tio Ben

O tempo passa rápido. Nem sempre percebemos o quão rápido, porque algumas coisas básicas não mudam. Entretanto, quando esta mudança chega para essas coisas básicas, parece que em 24 horas vivemos  mais experiências do que em uma vida inteira.
Do que em uma vida inteira que tenha durado pelo menos 50 anos.
Em um dia você tem o direito e a obrigação de amadurecer dentro do seu tempo, seus atos são normais para sua idade e a cobrança não é tão grande. No outro, temos que nos colocar à frente do nosso tempo, sim, do nosso particular tempo.
Pular fases, queimar etapas e se preparar para um mundo que você já iria para ele, mas não com tanta pressa.
Aquilo que antes você tinha como qualidade por um amadurecimento prévio, hoje é um brinde para não ter problemas em todas as áreas da vida, enquanto o  resto da capacidade de lidar com a crueldade do mundo (que não é cruel só pra uns, mas para todos) começa a ser adquirida pela caminhada.
Erros são cometidos. Fato! Acertos, também.
No final das contas, as mudanças nada mais são do que a própria vida te ensinando a viver de uma forma diferente, mas que deseja te levar para o mesmo lugar que todos os humanos um dia deverão chegar.
Resumindo, as mudanças abruptas apenas chamam responsabilidades futuras para um tempo presente, obrigando que nós venhamos ter maturidade para lidar com as novidades dessa nova etapa. Aprendemos a ganhar, aprendemos a perder. Em suma, aprendendo a viver!
Ganhamos o poder de lidar com nossas próprias questões e, como diria o tio Ben, "Grandes poderes vêm com grandes responsabilidades".

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

No Reino da Terra

Aqui sei que não irei agradar a todos, como nunca conseguimos, mesmo quando tentamos com o mais afinco possível de nossa parte. Aqui irei desagradar extremistas. Extremistas de ambas as partes, mas acredito que uma sociedade que está aberta ao diálogo, e não à guerra discursiva, deve estar preparada para lidar com o diferente. Afinal, toda a polêmica que me levou a escrever tal texto começou por conta de um “discurso dos diferentes”, também conhecido por “clamor das minorias”.

Acredito que devemos renovar nossas mentes todos os dias. Todos os dias devemos nos tornar pessoas melhores do que éramos ontem. Não devemos andar com fardos pesados por nossos erros e, menos ainda, jogá-los nos outros quando eles cometem algum, achando que isso nos dá o direito de sair condenando a quem quisermos, ainda que seja apenas com nossas vozes.

Devemos, também, iniciar uma nova postura. A postura do perdão e aceitar que todos somos humanos, não estamos 100% corretos em nossos pensamentos, falas e comportamentos. E é nessa consciência de que eu, com toda certeza, posso estar errada em alguma coisa que me sinto tranquila o suficiente para declarar minhas opiniões aqui, neste momento.

Há uns 3/ 4 anos, quando começaram as discussões sobre criminalização da homofobia e alguns membros da comunidade evangélica se auto elegeram representantes dessa classe, eu até concordava achando que esta era a luta que eles foram travar: de defender o evangelho para a livre expressão dos membros da comunidade cristã no Brasil. Entretanto, o tempo passou e o assunto ficou desgastado, os argumentos foram mal utilizados e a discussão virou briga!

Hoje, vejo pessoas usando o nome de Deus para ficar brigando com outras pessoas sobre opiniões que nunca irão se encontrar, ainda que este mundo dure mais 10.000.000 de anos.

Depois de refletir sobre a condição social do homossexual na nossa sociedade, eu, sendo negra, mulher, pobre, cotista, evangélica, praticamente um baú das minorias, entendi o que as vozes destes seres humanos estavam pedindo, respeito!

Cada um faz da vida o que bem pensa. Como diria minha mãe, “cada um cuida da sua vida sexual”. Eu ainda estendo essa frase para “quem não tem vida sexual, não cuida nem da sua. Então, não tente cuidar da dos outros”. Não consigo conceber (nem mesmo quando estava do lado dos tais “representantes evangélicos”) como um ser humano pode atacar, ferir e tratar diferencialmente outras pessoas pelo simples fato delas se relacionarem com pessoas do mesmo sexo.

Dizer que sou uma incentivadora do movimento homoafetivo seria mentira. Pelo contrário, meus princípios cristãos e sociais realmente me levam a crer que a natureza humana foi feita para buscar um cônjuge de sexo oposto, mas se os indivíduos querem buscar prazer de forma diferente, o que eu tenho com isso? Que direito isso me dá de atacar? De ferir? De maltratar quem quer que seja por conta da orientação sexual dela?

Porém, o fato de não ser uma incentivadora do movimento homoafetivo não me torna uma incentivadora do movimento homofóbico. É isso que precisa entrar na cabeça das pessoas! Não existem lados a serem tomados, não estamos em guerra e, se estamos, somos nós quem a estamos lutando, podemos simplesmente discutir nossas ideias sem nos atacarmos mutuamente. Sejamos civilizados, de fato!

Toda e qualquer atitude preconceituosa deve ser desmerecida e rejeitada pela sociedade. Somos humanos diferentes uns dos outros. Magros de mais, gordos de mais, bonitos de mais, feitos de mais, chatos de mais, bacanas de mais, negros de mais, brancos de mais, ricos de mais, pobres de mais, inteligentes de mais, capacidades de intelectuais com defeitos de mais. Nós, seres humanos, somos de mais! E, inclusive, diferentes de mais. Mas, o que essa diferença nos dá o direito de atacarmos uns aos outros por conta delas? O que essas diferenças diminuem quem somos e o respeito que merecemos?

Sou contra o preconceito porque já o vivi na pele. Bem na pele!

Sei como é triste se vê sem lugar num mundo cheio de espaços e sozinho em um mundo cheio de gente. Por conta disso, aprendi a olhar o mundo sentada na cadeira do outro lado.

A sociedade precisa estar preparada para conviver com seus membros, pois todos de alguma forma somos minorias e diferentes em algum aspecto. Sou contra a violência, sou contra o discurso do ódio, sou contra a diferenciação social, sou contra portas fechadas pelo fato do ser simplesmente ser alguma coisa, ou um tipo de alguém. Sou contra o casamento homossexual, mas sou a favor da sociedade reconhecer que a necessidade de se regulamentar a união entre pessoas do mesmo sexo.

O exemplo que eu sempre dou é este:

“Ana e Maria estão em uma relação muito parecida com o que a sociedade chama de casamento. Mas, por não serem de sexos diferentes, se Ana ficar doente, não poderá usar o plano de saúde de Maria. Mas, se Ana fosse casada com João, poderia”.

É óbvia a necessidade de mudanças e de regulamentar a nível de terra, independente de questão religiosa. A nível de sociedade, alguém tem que resolver essa questão para esse grupo social. O que me oponho é a essa conquista também se dá no âmbito religioso.

Assim como defendo o respeito a forma como os homossexuais resolveram viver a vida deles, defendo o direito de crença daqueles que consideram essa prática fora dos padrões estabelecidos para a comunidade que eles se inserem e partilham fé. Neste ponto, chamo de casamento o ato religioso de união matrimonial entre duas pessoas de sexos distintos e que compactuam de algum credo religioso com essa visão.

Imagino que nenhum homossexual irá querer se casar na igreja. Mas, se esse é o temor do grupo social cristão (evangélico, católico, espírita, etc), vamos resguardá-los para que isso não aconteça.

Sou contra discursos que venham incitar violência contra qualquer pessoa, ou mesmo animal (estou iniciando minhas atividades como defensora animal). Discursos que venham motivar outras pessoas a atacarem e agredirem física ou verbalmente qualquer outra pessoa, seja por qualquer motivo que for.

Mas, sou contra criminalizarem o direito da pessoa dizer que não concorda com alguma prática/comportamento de um grupo social.

Por exemplo, sou negra e acho muito incoerente os negros quererem ser vistos sem diferenças, mas ao mesmo tempo criarem uma “raça negra”. Não concordo com isso. Não preciso me sentir negra, eu já sou e isso basta. Basta para eu ser e para que as pessoas assim me reconheçam, mesmo eu usando minha chapinha, não gostando de estampas e não tendo afeição pelos ritmos afros.

Agora, só por eu pensar dessa forma e em uma conversa eu falar algo do tipo, eu deveria ser presa?

Então, sinceramente, precisaremos criar uma jaula ao redor da terra para que todos vivêssemos em uma grande prisão, pois em algum momento ou outro não vamos nos agradar ou concordar com determinadas coisas.

Muitos não gostam de evangélicos e mostram o seu não gostar abertamente, por exemplo.

Neste ponto, eu compreendo quando alguns “líderes” evangélicos falam de se criar uma sociedade de intocáveis, caso alguma lei venha ser aprovada com relação à liberdade de expressão.

Outro exemplo é que eu fui para Europa, sabia que determinadas pessoas não gostavam de negros ou brasileiros. O que eu fiz? Eu não passava perto delas, simplesmente. Eu não ia mudar a forma delas pensarem, não iria transformar a sociedade deles e nem tornar a pele negra socialmente aceitável para elas, ou a cultura brasileira uma referência totalmente positiva, então eu me resguardava de incidentes. Digo que passei pela Europa sem sofrer nenhum tipo de preconceito.

O que está faltando na nossa sociedade é diálogo. O que temos é muito discurso perdido procurando a quem atacar, independente do que o indivíduo pense. Estamos todos lendo este texto com opiniões formadas e comentários prontos antes mesmo de terminarmos de ler. Gritamos para ouvir a nossa própria voz, incapazes de nos sentarmos e conversarmos como seres civilizados que podem se organizar socialmente, ouvindo com atenção o que o outro tem a dizer.

O que o outro faz ou deixa de fazer não muda minha fé. Não muda o comportamento que eu acredito que eu deva ter. Não me obriga a impor todos a serem como eu. Mas, leva-me a ter minhas mãos estendidas para ajudar a quem for, seja judeu, seja samaritano. No dia do juízo, cada um dará conta de si mesmo. Cuidar da minha própria vida já tem sido demasiado complicado, para que eu venha querer me meter na dos outros.

Que um dia nós venhamos todos juntos lutar com a mesma gana que estamos nos atacando por um país mais justo para os seres humanos, independente de grupos sociais. Um país sem fome, um país sem violência, um país com mais educação, saúde, justiça e respeito.

Abraços, Brasil!



Elisa Macedo.