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terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Espera do Sol

Foto: Lis Macedo / Juiz de Fora
 Só uma palavra a dizer. E, mesmo assim, ela não sai.
"Vinde a mim todos os que estais cansados". Tudo o que eu mais queria neste momento era correr para o mais próximo daquele que disse estas palavras e encontrar o alivio prometido.
A desconstrução de um mundo é horrível de se assistir. Talvez, até mais do que ficar olhando para um lote vazio, cheio de perspectivas e possibilidades para construção de algo que possa nem mesmo sair do papel algum dia.
É um sentimento de "rebobina a fita, algo deu errado". Porém, por mais que se rebobine, o máximo que se poderá fazer é voltar atrás para assistir o erro, sem jamais poder gravar uma nova cena de novo... Uma nova história.
É como se o certo a ser feito tivesse atraído todas as bombas para aquele abrigo dificilmente construído. Seu "amigos" assistem às bombas caindo, lamentando ao longe, mas sem correr o risco de serem bombardeados também. Seus inimigos assistem de perto, ainda que com uso de um binóculo, para não perderem o menor detalhe que seja.
Não se fazem mais profissionais como antigamente...
Chega-se a um ponto em que você mesmo já não quer mais nada. Apenas encontrar aquele que disse "vinde a mim  todos os que estais cansados e oprimidos".
Só uma palavra a dizer. E, mesmo assim, falá-la não irá aliviar.
Cansaço.
Desistir não é uma opção. Mas, são nestes momentos que eu sempre penso em algo que me serve de consolo "realmente, não nascemos para viver aqui".
Indo até aquele que disse "vinde a mim".

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