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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Notting Hill

Um dia você descobre que ser feliz é muito mais simples do que se esperava e, por conta disso, você muda todos os seus planos de vida são desconstruídos diante dos seus olhos e nada disso lhe causa dor.
Não doí, simplesmente te traz prazer.
Uma sensação de alegria e satisfação. Porque o que se deseja no final de toda a estrada é ser feliz. E, se conseguimos ser felizes antes do fim, porque não aproveitar o resto da caminhada andando vagarosamente, tomando um vento no rosto, olhando altivamente para o céu e contemplando os conhecidos e desconhecidos da estrada?
Porque um dia eu acordei e descobri que ser famosa, que ter todos os bens que eu queria e cativar todos que eu achava importantes não era mais meu objetivo de vida. Apenas aquela leve sensação de acordar satisfeita com o que eu tenho, abrir a janela, ver o sol, sentir o frio, contemplar o belo, recuar do feio, não temer o desconhecido era tudo o que eu queria e só não sabia.
Viver simplesmente e simplesmente.
Mudar de sonhos não é recuar, mas seguir para um rota que te leva não mais longe, mas para onde se quer chegar.
Estive feliz por onde fui.


Elisa Macedo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Favorecimentos

Eu acredito em uma vida plural. Em um ambiente cheio de diferenças e harmonia entre todos.
Sou tão utópica!
Preciso saber quem irá me arrastar para a realidade. Porque todos os dias eu tento ir pra lá aos poucos, mas é tão difícil viver em um mundo cheio de favorecimentos. Cheio de pessoas cheias de si, de tudo, de todos.
Se a loucura me trouxe a este ponto alegre, ignorando gente desnecessária, peço a todos que guardem suas varinhas e me deixem neste hospício que é minha vida.
Rearranjando o pensamento,  não quero saber quem irá me arrastar para a realidade. Na realidade, não quero que me levem para lá.
Essa utopia está muito boa. Deixe-me viver com ela e quem não a tem, passar bem.

Beijinho, Elisa Macedo.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mais que o País do Futebol

 Eu, que já admirava David Luiz, agora tenho profundo respeito por ele.
Quando fui à casa dele ano passado, para entrevistar o Sr. Ladislau sobre a convocação do filho para a Copa do Mundo, fiquei muito feliz em ter sido tão bem recebida por uma pessoa simples e humilde como ele. Logo imaginei "esse menino teve boa criação". Com uma casa não tão cheia de luxos como estamos acostumados a ver na TV, Sr. Ladislau abriu as portas para que eu pudesse entrar, ficou meio impressionado quando perguntei se ele esperava muitos gols do David (pela posição de sagueiro) e mesmo atrasado para a faculdade ele me recebeu com paciência e atenção.
O rapaz que eu admirava, não pelo trabalho em campo, mas pela história dele como uma pessoa que serve a Deus, trabalha pelo social e que apoiou uma amiga em momento difícil, ontem foi digno de algo que não dedico a muitas pessoas.
Não sou ufanista. Não sou nacionalista em época de eventos esportivos. E, não, eu não odeio o Brasil. Pelo contrário, por ver o quanto meu país e meu povo é capaz e a situação triste que nos encontramos, mesmo tendo isso, o que eu tenho é raiva de não conseguirmos realizar alguma mudança.
Para quem já mexeu na bagunça que é esse blog, conhece meu idealismo. Sou idealista e não irei mudar. Quero algo melhor para as pessoas, quero algo melhor para mim. Minha alegria é ver o sorriso no rosto de alguém e saber que participei disso. Acho que por causa dessa minha característica, ontem eu me identifiquei com o comentário do David Luiz.
Analisando o discurso dele, podemos perceber que ele não é mais um boneco em campo, mas alguém consciente de que o futebol é o momento de descontração que resta para esse povo sofrido. E, agora, nem isso temos.
É lamentável! É lamentável porque somos um povo que luta por um pão suado, pequeno e sofrido. Nosso circo teve as lonas retiradas e o estranho orgulho de ser brasileiro, que em muitas pessoas só aparece na Copa e Olimpíadas, foi ao chão.
Admirei as lágrimas de David. Admirei o motivo das lágrimas. Mais do que uma derrota em campo, espero que hoje possamos parar para refletir o quanto não somos vitoriosos em tantas outras áreas.
Que mais pessoas se juntem à causa de trazer alegria para o povo desse Brasil.
Que a imagem que hoje tenho do brasileiro (um nordestino idoso, sofrido, com uma inchada na mão dizendo que a vida é boa) venha ser transformada e sejamos um povo feliz de verdade, e não um povo que se alegra só na busca pela felicidade.
As lágrimas que ontem ele deixou rolar, já caem dos meus olhos por anos.
Eu, que ainda não tive oportunidade de conquistar meu lugar em um ponto onde meus comentários sejam vistos, ouvidos e valiados, fico torcendo para os que já conquistaram trabalhem mais para conscientizar esse povo que querendo ou não, mesmo hoje, é e continuará sendo brasileiro.
Deixo meus parabéns, ainda que não será visto para David Luiz. Com certeza, o comentário dele fez muita gente parar para pensar.

Que venham as eleições!
Abraços, Jesus Cristo os abençoe.

Elisa Macedo, Juiz de Fora - BRASIL!