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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A maior bênção do mundo


 Como todos os dias da minha vida, hoje foi cheio de emoções e acontecimentos.

O dia foi longo, parece que durou 48 horas. Muitas decisões foram tomadas, muitas situações pré-resolvidas, mas, no final de tudo, eu tive meus amigos do lado para me dar suporte.

Ouvi frases sobre mim que me fizeram pensar.

Ou resumos da minha vida que fizeram gargalhar.

Ouvi pessoas dizerem do que seriam capazes de fazer por mim, sem pedir nada em troca, que me fizeram chorar.

Ouvi pessoas que preferiram o silêncio e foram orar por mim.

Pensei que só os mortos sabiam o quanto eram amados. Eu, felizmente, pude descobrir isso em vida.

Descobri que eu tenho amigos que se inquietam pensando que poderiam me ajudar de alguma forma, ou mesmo me ajudar mais. Amigos que ficam de madrugada pensando que não devem ser egoístas, mesmo depois de doarem tudo o que são por mim. Doarem o tempo, que vale mais do que qualquer dinheiro e ainda assim se sentem egoístas. Meu Deus! Quero que esses amigos descubram que eu admiro todo o altruísmo deles e o quanto eles já têm me dado.

Descobri que "venci um monte de espermatozoide deficiente (que não vem ao caso), fiz incontáveis cursos técnicos, conheci muita gente maneira, tive momentos de loucura na adolescência, formei na faculdade, aprendi a analisar a fala e os gestos dos outros, conheci uma criatura egocêntrica (que acha que esse foi o ápice da minha vida - haha) tive meus momentos de alegria sem precisar a recorrer o uso de drogas (ilícitas). Viajei pela Europa, levei um beliscão na bunda por lá, fizeram rodinha para eu sambar muito mal sambado, corri vários cantos. (Palavrão), e ainda fui comparada ao povo da minha redondeza. Além disso, tenho incontáveis desastres amorosos e irei contar para meus netos todos, inclusive de um cara que gastou mais de 200 reais, me deu rosas, chocolate e comida japonesa em uma noite por meus "míseros" beijinhos".

Descobri que um amigo ao ver minha situação, queria resolver tudo com dinheiro. O rico do grupo! Soltou uma frase maravilhosa do tipo "não tenho muito, mas os pães e os peixes que eu tenho, eu divido com você".

Descobri que enquanto eu estou cruzando JF da zona norte a zona sul, tenho pessoas orando por mim, abrindo Bíblia e pedindo respostas de Deus para minha vida. No final das contas, Ele acaba respondendo "Até quando?".

Foi como disse na última postagem, eu não tenho muito, mas o que eu tenho vale a pena. Cada um deles vale muito a pena para mim.

Hoje sou a pessoa mais rica do mundo. Não fui julgada, não fui condenada e ainda ouvi de muitos deles um "é um passo para trás, para se dar muitos outros para frente". Ou então um "eu acredito em você, Lis. Eu sei que você consegue". Sem julgamentos, sem condenações, sem apontarem para minha fraqueza, mas querendo juntar forças comigo.

Vi pessoas se esforçando para saber "what make me happy".

Eu sou uma abençoada. Eu tenho quem chamar de amigos!

Elisa Macedo.

O que nós temos no final das contas

Eu não tenho muita coisa da vida. De bens materiais, tenho uma mala rosa, uma cama box e minhas roupas.

Reputação, orgulho e honra, terei ou não terei dependendo do ponto de vista de quem olha.

Mas, uma coisa eu sei que tenho e vale muito mais do que qualquer montante financeiro, ou opiniões vindas de terceiros: bons amigos para contar quando eu realmente preciso.

Amo vocês, meus camaradas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Proud of not be proud

Sure. Life is hard. I thought it would be easier during my way, but everyday it is getting harder, so much!

It's painful take decisions that can change your life and put the future in the present. Your mind can't stop thinking about what you've done these days.

I just wanna have time to myself and discover that I wasn't so innocent as a think I was.

I don't wanna live with regrets. Life can be good, but, sometimes, I think I spend too many time trying to make it bad.

What about me? So, I'm just figuring out a new way to put everything in its place.

Elisa Macedo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Meus motivos para votar em Aécio

Confesso que votar em Aécio Neves não era minha primeira opção. Entretanto, minha candidata, Marina Silva, não foi para o segundo turno da disputa presidencial. Achei coerente apoiar  Aécio, uma vez que ele assumiu o compromisso de levar adiante propostas desta candidata (como a Escola Integral, por exemplo).

Além disso, tive a oportunidade de conhecer a realidade de outros estados brasileiros e posso dizer, com propriedade, que Minas Gerais está melhor do que muitos.

Aqui, por favor, gostaria de deixar claro que não estou dizendo que Minas é o paraíso. Realmente, nosso estado tem enfrentado muitos problemas. Muitos, inclusive, que não são exclusivos nossos, mas problemas que precisam de uma medida efetiva vinda da esfera Federal para auxiliar no combate ao crime e na melhoria da saúde, por exemplo.

Por falar em saúde, hoje, em Juiz de Fora, a população reclama da espera de horas nas filas de hospitais e UPAS, enquanto em estados vizinhos, como Rio de Janeiro, algumas pessoas passam dias esperando para serem atendidas.

Acredito que Aécio foi um bom governador para nosso estado. Nas últimas eleições, votei em Marina, nos dois turnos, por não me identificar com o candidato escolhido pelo PSDB, naquele momento. E me recusei a votar em Dilma por todos os escândalos envolvendo o PT e a falta de “desconhecimento” apresentado pelos líderes do partido. “Se uma pessoa não conhece o que acontece com o próprio partido, como vai conhecer o que acontece com uma nação do tamanho do Brasil?” – pensei.

Queria apostar em uma terceira via. Um novo modelo que viesse despolarizar o Brasil desse azul e vermelho, PSDB e PT. Porém, mais um período eleitoral se apresentou e o povo brasileiro mostrou estar contente com essa polarização.

Ter anulado meu voto no 2° turno das últimas eleições não mudou a realidade. Acho que meu voto, nesse momento, representa a insatisfação de milhares brasileiros com tanta corrupção, mentira e a forma como temos sido tratados pelo partido que se encontra no poder: como ignorantes que devem acreditar nas mentiras e se tornar dependentes dos programas sociais para que eles venham se perpetuar no poder.

Políticas Públicas, obras sociais e tantas outras ações do governo são feitas para beneficiar o povo. Enquanto elas forem feitas para beneficiar pessoas e partidos a governarem um país, todas essas ações já nascem mortas em sua razão de ser.


A inflação está ai, mas dizem que não. A corrupção dos últimos anos no Brasil foi escândalo para todo o mundo, mas o PT nada sabe. Como posso compactuar com isso? Sou uma idealista! Acredito que um país melhor pode ser construído. Aécio pode não ser a representação desse ideal, mas é o começo da mudança que o Brasil precisa, inclusive para permitir ao Partido dos Trabalhadores, juntamente com grande parte da população, venha rever seus ideais políticos.

Por Elisa Macedo.

É tempo de Mudança!

Este partido pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas.
Este partido fez o PIB crescer 110%, e a renda per capta dobrar. Aumentou os lucros das empresas de 175 milhoes para 5 bilhões.
E reduziu uma hiper-inflação a no máximo 25% ao ano. Este partido amava arte, música e cultura.
Seu governo levou milhares de pessoas a se tornarem militantes e a fechar os olhos para todas as atrocidades que estavam fazendo.
Essa é a história do Partido Nazista Alemão e uma prova de que, no final das contas, só importa aquilo que nos mostram, ou o que queremos ver.
Um pouco de história faz bem!

Por Elisa Macedo

sábado, 18 de outubro de 2014

Europa, saudades de você.

Sinto muita falta de quando eu realmente consegui mudar o mundo. De quando olhar para a janela e saber que algo novo e desconhecido estava lá fora era a melhor sensação do mundo. Sinto muita falta!
Meu coração doí!
Eu até queria colocar tudo em palavras, queria mesmo. Mas, já me vejo impossibilitada de fazê-lo antes de começar.
Se senti amor, foi pelos dias que ali vivi.
Que saudades! Que saudades!
Quem não conhece a língua portuguesa jamais será capaz de entender o que digo aqui.
Que Saudades!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Momento Tio Ben

O tempo passa rápido. Nem sempre percebemos o quão rápido, porque algumas coisas básicas não mudam. Entretanto, quando esta mudança chega para essas coisas básicas, parece que em 24 horas vivemos  mais experiências do que em uma vida inteira.
Do que em uma vida inteira que tenha durado pelo menos 50 anos.
Em um dia você tem o direito e a obrigação de amadurecer dentro do seu tempo, seus atos são normais para sua idade e a cobrança não é tão grande. No outro, temos que nos colocar à frente do nosso tempo, sim, do nosso particular tempo.
Pular fases, queimar etapas e se preparar para um mundo que você já iria para ele, mas não com tanta pressa.
Aquilo que antes você tinha como qualidade por um amadurecimento prévio, hoje é um brinde para não ter problemas em todas as áreas da vida, enquanto o  resto da capacidade de lidar com a crueldade do mundo (que não é cruel só pra uns, mas para todos) começa a ser adquirida pela caminhada.
Erros são cometidos. Fato! Acertos, também.
No final das contas, as mudanças nada mais são do que a própria vida te ensinando a viver de uma forma diferente, mas que deseja te levar para o mesmo lugar que todos os humanos um dia deverão chegar.
Resumindo, as mudanças abruptas apenas chamam responsabilidades futuras para um tempo presente, obrigando que nós venhamos ter maturidade para lidar com as novidades dessa nova etapa. Aprendemos a ganhar, aprendemos a perder. Em suma, aprendendo a viver!
Ganhamos o poder de lidar com nossas próprias questões e, como diria o tio Ben, "Grandes poderes vêm com grandes responsabilidades".

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

No Reino da Terra

Aqui sei que não irei agradar a todos, como nunca conseguimos, mesmo quando tentamos com o mais afinco possível de nossa parte. Aqui irei desagradar extremistas. Extremistas de ambas as partes, mas acredito que uma sociedade que está aberta ao diálogo, e não à guerra discursiva, deve estar preparada para lidar com o diferente. Afinal, toda a polêmica que me levou a escrever tal texto começou por conta de um “discurso dos diferentes”, também conhecido por “clamor das minorias”.

Acredito que devemos renovar nossas mentes todos os dias. Todos os dias devemos nos tornar pessoas melhores do que éramos ontem. Não devemos andar com fardos pesados por nossos erros e, menos ainda, jogá-los nos outros quando eles cometem algum, achando que isso nos dá o direito de sair condenando a quem quisermos, ainda que seja apenas com nossas vozes.

Devemos, também, iniciar uma nova postura. A postura do perdão e aceitar que todos somos humanos, não estamos 100% corretos em nossos pensamentos, falas e comportamentos. E é nessa consciência de que eu, com toda certeza, posso estar errada em alguma coisa que me sinto tranquila o suficiente para declarar minhas opiniões aqui, neste momento.

Há uns 3/ 4 anos, quando começaram as discussões sobre criminalização da homofobia e alguns membros da comunidade evangélica se auto elegeram representantes dessa classe, eu até concordava achando que esta era a luta que eles foram travar: de defender o evangelho para a livre expressão dos membros da comunidade cristã no Brasil. Entretanto, o tempo passou e o assunto ficou desgastado, os argumentos foram mal utilizados e a discussão virou briga!

Hoje, vejo pessoas usando o nome de Deus para ficar brigando com outras pessoas sobre opiniões que nunca irão se encontrar, ainda que este mundo dure mais 10.000.000 de anos.

Depois de refletir sobre a condição social do homossexual na nossa sociedade, eu, sendo negra, mulher, pobre, cotista, evangélica, praticamente um baú das minorias, entendi o que as vozes destes seres humanos estavam pedindo, respeito!

Cada um faz da vida o que bem pensa. Como diria minha mãe, “cada um cuida da sua vida sexual”. Eu ainda estendo essa frase para “quem não tem vida sexual, não cuida nem da sua. Então, não tente cuidar da dos outros”. Não consigo conceber (nem mesmo quando estava do lado dos tais “representantes evangélicos”) como um ser humano pode atacar, ferir e tratar diferencialmente outras pessoas pelo simples fato delas se relacionarem com pessoas do mesmo sexo.

Dizer que sou uma incentivadora do movimento homoafetivo seria mentira. Pelo contrário, meus princípios cristãos e sociais realmente me levam a crer que a natureza humana foi feita para buscar um cônjuge de sexo oposto, mas se os indivíduos querem buscar prazer de forma diferente, o que eu tenho com isso? Que direito isso me dá de atacar? De ferir? De maltratar quem quer que seja por conta da orientação sexual dela?

Porém, o fato de não ser uma incentivadora do movimento homoafetivo não me torna uma incentivadora do movimento homofóbico. É isso que precisa entrar na cabeça das pessoas! Não existem lados a serem tomados, não estamos em guerra e, se estamos, somos nós quem a estamos lutando, podemos simplesmente discutir nossas ideias sem nos atacarmos mutuamente. Sejamos civilizados, de fato!

Toda e qualquer atitude preconceituosa deve ser desmerecida e rejeitada pela sociedade. Somos humanos diferentes uns dos outros. Magros de mais, gordos de mais, bonitos de mais, feitos de mais, chatos de mais, bacanas de mais, negros de mais, brancos de mais, ricos de mais, pobres de mais, inteligentes de mais, capacidades de intelectuais com defeitos de mais. Nós, seres humanos, somos de mais! E, inclusive, diferentes de mais. Mas, o que essa diferença nos dá o direito de atacarmos uns aos outros por conta delas? O que essas diferenças diminuem quem somos e o respeito que merecemos?

Sou contra o preconceito porque já o vivi na pele. Bem na pele!

Sei como é triste se vê sem lugar num mundo cheio de espaços e sozinho em um mundo cheio de gente. Por conta disso, aprendi a olhar o mundo sentada na cadeira do outro lado.

A sociedade precisa estar preparada para conviver com seus membros, pois todos de alguma forma somos minorias e diferentes em algum aspecto. Sou contra a violência, sou contra o discurso do ódio, sou contra a diferenciação social, sou contra portas fechadas pelo fato do ser simplesmente ser alguma coisa, ou um tipo de alguém. Sou contra o casamento homossexual, mas sou a favor da sociedade reconhecer que a necessidade de se regulamentar a união entre pessoas do mesmo sexo.

O exemplo que eu sempre dou é este:

“Ana e Maria estão em uma relação muito parecida com o que a sociedade chama de casamento. Mas, por não serem de sexos diferentes, se Ana ficar doente, não poderá usar o plano de saúde de Maria. Mas, se Ana fosse casada com João, poderia”.

É óbvia a necessidade de mudanças e de regulamentar a nível de terra, independente de questão religiosa. A nível de sociedade, alguém tem que resolver essa questão para esse grupo social. O que me oponho é a essa conquista também se dá no âmbito religioso.

Assim como defendo o respeito a forma como os homossexuais resolveram viver a vida deles, defendo o direito de crença daqueles que consideram essa prática fora dos padrões estabelecidos para a comunidade que eles se inserem e partilham fé. Neste ponto, chamo de casamento o ato religioso de união matrimonial entre duas pessoas de sexos distintos e que compactuam de algum credo religioso com essa visão.

Imagino que nenhum homossexual irá querer se casar na igreja. Mas, se esse é o temor do grupo social cristão (evangélico, católico, espírita, etc), vamos resguardá-los para que isso não aconteça.

Sou contra discursos que venham incitar violência contra qualquer pessoa, ou mesmo animal (estou iniciando minhas atividades como defensora animal). Discursos que venham motivar outras pessoas a atacarem e agredirem física ou verbalmente qualquer outra pessoa, seja por qualquer motivo que for.

Mas, sou contra criminalizarem o direito da pessoa dizer que não concorda com alguma prática/comportamento de um grupo social.

Por exemplo, sou negra e acho muito incoerente os negros quererem ser vistos sem diferenças, mas ao mesmo tempo criarem uma “raça negra”. Não concordo com isso. Não preciso me sentir negra, eu já sou e isso basta. Basta para eu ser e para que as pessoas assim me reconheçam, mesmo eu usando minha chapinha, não gostando de estampas e não tendo afeição pelos ritmos afros.

Agora, só por eu pensar dessa forma e em uma conversa eu falar algo do tipo, eu deveria ser presa?

Então, sinceramente, precisaremos criar uma jaula ao redor da terra para que todos vivêssemos em uma grande prisão, pois em algum momento ou outro não vamos nos agradar ou concordar com determinadas coisas.

Muitos não gostam de evangélicos e mostram o seu não gostar abertamente, por exemplo.

Neste ponto, eu compreendo quando alguns “líderes” evangélicos falam de se criar uma sociedade de intocáveis, caso alguma lei venha ser aprovada com relação à liberdade de expressão.

Outro exemplo é que eu fui para Europa, sabia que determinadas pessoas não gostavam de negros ou brasileiros. O que eu fiz? Eu não passava perto delas, simplesmente. Eu não ia mudar a forma delas pensarem, não iria transformar a sociedade deles e nem tornar a pele negra socialmente aceitável para elas, ou a cultura brasileira uma referência totalmente positiva, então eu me resguardava de incidentes. Digo que passei pela Europa sem sofrer nenhum tipo de preconceito.

O que está faltando na nossa sociedade é diálogo. O que temos é muito discurso perdido procurando a quem atacar, independente do que o indivíduo pense. Estamos todos lendo este texto com opiniões formadas e comentários prontos antes mesmo de terminarmos de ler. Gritamos para ouvir a nossa própria voz, incapazes de nos sentarmos e conversarmos como seres civilizados que podem se organizar socialmente, ouvindo com atenção o que o outro tem a dizer.

O que o outro faz ou deixa de fazer não muda minha fé. Não muda o comportamento que eu acredito que eu deva ter. Não me obriga a impor todos a serem como eu. Mas, leva-me a ter minhas mãos estendidas para ajudar a quem for, seja judeu, seja samaritano. No dia do juízo, cada um dará conta de si mesmo. Cuidar da minha própria vida já tem sido demasiado complicado, para que eu venha querer me meter na dos outros.

Que um dia nós venhamos todos juntos lutar com a mesma gana que estamos nos atacando por um país mais justo para os seres humanos, independente de grupos sociais. Um país sem fome, um país sem violência, um país com mais educação, saúde, justiça e respeito.

Abraços, Brasil!



Elisa Macedo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Espera do Sol

Foto: Lis Macedo / Juiz de Fora
 Só uma palavra a dizer. E, mesmo assim, ela não sai.
"Vinde a mim todos os que estais cansados". Tudo o que eu mais queria neste momento era correr para o mais próximo daquele que disse estas palavras e encontrar o alivio prometido.
A desconstrução de um mundo é horrível de se assistir. Talvez, até mais do que ficar olhando para um lote vazio, cheio de perspectivas e possibilidades para construção de algo que possa nem mesmo sair do papel algum dia.
É um sentimento de "rebobina a fita, algo deu errado". Porém, por mais que se rebobine, o máximo que se poderá fazer é voltar atrás para assistir o erro, sem jamais poder gravar uma nova cena de novo... Uma nova história.
É como se o certo a ser feito tivesse atraído todas as bombas para aquele abrigo dificilmente construído. Seu "amigos" assistem às bombas caindo, lamentando ao longe, mas sem correr o risco de serem bombardeados também. Seus inimigos assistem de perto, ainda que com uso de um binóculo, para não perderem o menor detalhe que seja.
Não se fazem mais profissionais como antigamente...
Chega-se a um ponto em que você mesmo já não quer mais nada. Apenas encontrar aquele que disse "vinde a mim  todos os que estais cansados e oprimidos".
Só uma palavra a dizer. E, mesmo assim, falá-la não irá aliviar.
Cansaço.
Desistir não é uma opção. Mas, são nestes momentos que eu sempre penso em algo que me serve de consolo "realmente, não nascemos para viver aqui".
Indo até aquele que disse "vinde a mim".

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

No vagão da vida

Foto: Elisa Macedo
 A fumaça ao longe e o barulho do metal. Tudo isso me arrastou há anos valentes, onde o riso era explodido e as lágrimas correntes. Parado naquele lugar, pude perceber o quanto o tempo passa rápido e transforma as circunstâncias. Mas, em certos aspectos, ele é incapaz de nos mudar.
Quando aquele único farol quase me cegou, fui capaz de enxergar toda a vida que tinha planejado para mim, logo ali em minha frente. Entretanto, nada daquilo aconteceria. Nada é como o planejado.
Foto: Elisa Macedo
Daí, então, percebi que as pedras nos trilhos e o sol fraco que se esmaecia por trás da figura imponente em minha frente, era um preludio de tudo o que a vida seria para mim. Eu bem poderia correr para outra direção, só que naquela estação eu sabia que havia algo a mais, digno de ser esperado.
Enfim, ele parou.
Foto: Elisa Macedo
Aquele maquinário romanesco, com tinta ressecada, vidros embaçados e barulho ensurdecedor era o meu passaporte para dias melhores, mas não mais fáceis.
Entrei.
E, mesmo mudando de vagão em vagão até chegar ao destino proposto, vejo que nada muda de fato. O que tenho são meras representações diferentes de um igual real.
Coube-me agora escolher uma poltrona menos incômoda, um lado com paisagens mais belas e onde não tivesse tantos outros passageiros ao meu redor. Afinal, um dia todos chegaremos ao mesmo destino. Quero apenas que minha viagem seja a mais tranquila possível. E, se alguma eventualidade acontecer, preparo-me neste instante para conhecer outro vagão, mas abandonar a locomotiva, jamais!
Acho que aprendi o significado do "vamos viver". E, como se vive? Vivendo!


Elisa Macedo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Coisas que não mudam

Há muito tempo eu descobri o que eu posso perder por ser como eu sou. Mas, mesmo assim, eu não desisti de mim.
Algumas mudanças foram necessárias no percurso. Entretanto, de mim mesma, eu sou o que tenho hoje. Muitos constroem carreiras, famílias, sonhos, ideias. Eu continuo no árduo processo de me auto construir.
Não tem sido fácil viver em um mundo que te obriga a atender expectativas, enquanto você está totalmente disposto a frustrá-las para continuar sendo você.
Com isso, posso listar uma série de coisas que eu já vi passar pela minha vida que levariam muitas pessoas reverem se "ser como sou" realmente vale a pena. Porém, depois de uma série de reflexões e análises sobre quem eu sou, chego a seguinte conclusão: não vou levar mesmo nada dessa vida. Sendo assim, porque vou desprender meu tempo nesse plano para, simplesmente, agradar aos outros, mesmo que isso custe anular coisas que eu acredito e, até mesmo a meu respeito?
De amor a relacionamentos familiares, pelos extremos é possível perceber que eu não tenho medo de arriscar em perdas. Afinal, depois de tudo, o que resta é aquilo que somos. Quando todos vão embora, quando não há mais ninguém para agradar, nem para receber agrado e somos nós conosco mesmos, neste momento, eu olho pra mim e não desgosto do que vejo.
Ainda não sou o modelo daquilo que pretendo alcançar. Pode ser inocência minha, imaturidade, infantilidade que ainda resta dessa vida de tantas caminhadas, mas eu acredito que é possível construir um mundo baseado nas verdades e que as pessoas são capazes de lidar com elas.
Tenho aprendido a lidar com as minhas próprias. Não é tarefa fácil, mas foi o que eu me propus.
Quem estiver disposto, essa é minha medida e o meu peso. Não mais, não menos!

Elisa Macedo, da Princesa de Minas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Setembro

Sempre fui uma apaixonada pelo mês de setembro.
Este mês sempre me trouxe boas coisas, bons aromas, boas experiências e, principalmente, belezas diferentes no romper da manhã.
Um mix de cheiro de chuva, com os primeiros raios de sol. Um vento gelado com o calor envolvente... Sempre foi a mistura perfeita de um amanhecer em minha mente.
Agora, em uma nova realidade, nova casa, novos rostos, novo tudo... O mais interessante é acordar com o cheiro de pão e a alegria de uma cidade que me espera para movimentá-la.
Bom dia, flor do dia!

Elisa Macedo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

... Há mais de uma semana...

Descobri que sou alguém fraca.
A vida é má quando ela quer. E pessoas como eu sentem muito mais a maldade da vida do que quaisquer outros tipos de pessoas.
Não sei perder. Não sei superar. Não sei acordar e me dar conta de que minha realidade foi mudada contra minha vontade. Mas, a vida é assim.
Hora de criar forças para continuar.

Novas descobertas, novas histórias. Um novo começo, mesmo a contra gosto.

Boa noite, que Jesus me abençoe.

Elisa Macedo.

sábado, 2 de agosto de 2014

Minha juventude





Uma coisa que eu acho interessante sobre mim mesma, é que um dia eu poderei me sentar com meus filhos e netos, e até mesmo com amigos quando mais velhos, e poderei contar as coisas que não fiz nas oportunidades que tive e as que fiz nas oportunidades que não tive.
Pelo menos até agora, eu posso dizer que é possível viver uma juventude saudável. Aventureira, feliz, bagunceira, sóbria e intensa.
Tenho experimentado, provado e repetido desses pratos saborosos, que só o tempero da idade nos faz degustar cada sensação que a idade do regozijo pode nos proporcionar. É uma fase boa; muito boa, por sinal!
Acho que eu cheguei em um ponto estável da minha vida que eu realmente não lamento o que não tive, ou o que não tenho. Mas, estou plenamente satisfeita com o que alcancei e muito contente pela perspectiva do que está por vir.
São anos bem felizes!
São dias de sair de casa no horário que estava acostumada a voltar. Tomar banho de chuva na moto de um amigo, no meio da madrugada. Andar cantando pelas ruas feito bêbados, sem uma gota de álcool no sangue. Dias de semear, cultivar e colher as boas amizades. Amizades presentes para um piquenique no parque, uma viagem não programada no meio da semana, para um lanche clichê no feriado e para um cinema quando as opções são poucas.
Tempo de aproveitar. Aproveitar mesmo! Não perder tempo com lamentações de memórias do passado, ou ansiedades de um provável futuro. Porém de saber degustar o sabor de uma fruta suculenta e deliciosa chamada hoje.

Só tenho a agradecer a Deus.
Obrigada, Senhor.

Elisa Macedo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Notting Hill

Um dia você descobre que ser feliz é muito mais simples do que se esperava e, por conta disso, você muda todos os seus planos de vida são desconstruídos diante dos seus olhos e nada disso lhe causa dor.
Não doí, simplesmente te traz prazer.
Uma sensação de alegria e satisfação. Porque o que se deseja no final de toda a estrada é ser feliz. E, se conseguimos ser felizes antes do fim, porque não aproveitar o resto da caminhada andando vagarosamente, tomando um vento no rosto, olhando altivamente para o céu e contemplando os conhecidos e desconhecidos da estrada?
Porque um dia eu acordei e descobri que ser famosa, que ter todos os bens que eu queria e cativar todos que eu achava importantes não era mais meu objetivo de vida. Apenas aquela leve sensação de acordar satisfeita com o que eu tenho, abrir a janela, ver o sol, sentir o frio, contemplar o belo, recuar do feio, não temer o desconhecido era tudo o que eu queria e só não sabia.
Viver simplesmente e simplesmente.
Mudar de sonhos não é recuar, mas seguir para um rota que te leva não mais longe, mas para onde se quer chegar.
Estive feliz por onde fui.


Elisa Macedo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Favorecimentos

Eu acredito em uma vida plural. Em um ambiente cheio de diferenças e harmonia entre todos.
Sou tão utópica!
Preciso saber quem irá me arrastar para a realidade. Porque todos os dias eu tento ir pra lá aos poucos, mas é tão difícil viver em um mundo cheio de favorecimentos. Cheio de pessoas cheias de si, de tudo, de todos.
Se a loucura me trouxe a este ponto alegre, ignorando gente desnecessária, peço a todos que guardem suas varinhas e me deixem neste hospício que é minha vida.
Rearranjando o pensamento,  não quero saber quem irá me arrastar para a realidade. Na realidade, não quero que me levem para lá.
Essa utopia está muito boa. Deixe-me viver com ela e quem não a tem, passar bem.

Beijinho, Elisa Macedo.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mais que o País do Futebol

 Eu, que já admirava David Luiz, agora tenho profundo respeito por ele.
Quando fui à casa dele ano passado, para entrevistar o Sr. Ladislau sobre a convocação do filho para a Copa do Mundo, fiquei muito feliz em ter sido tão bem recebida por uma pessoa simples e humilde como ele. Logo imaginei "esse menino teve boa criação". Com uma casa não tão cheia de luxos como estamos acostumados a ver na TV, Sr. Ladislau abriu as portas para que eu pudesse entrar, ficou meio impressionado quando perguntei se ele esperava muitos gols do David (pela posição de sagueiro) e mesmo atrasado para a faculdade ele me recebeu com paciência e atenção.
O rapaz que eu admirava, não pelo trabalho em campo, mas pela história dele como uma pessoa que serve a Deus, trabalha pelo social e que apoiou uma amiga em momento difícil, ontem foi digno de algo que não dedico a muitas pessoas.
Não sou ufanista. Não sou nacionalista em época de eventos esportivos. E, não, eu não odeio o Brasil. Pelo contrário, por ver o quanto meu país e meu povo é capaz e a situação triste que nos encontramos, mesmo tendo isso, o que eu tenho é raiva de não conseguirmos realizar alguma mudança.
Para quem já mexeu na bagunça que é esse blog, conhece meu idealismo. Sou idealista e não irei mudar. Quero algo melhor para as pessoas, quero algo melhor para mim. Minha alegria é ver o sorriso no rosto de alguém e saber que participei disso. Acho que por causa dessa minha característica, ontem eu me identifiquei com o comentário do David Luiz.
Analisando o discurso dele, podemos perceber que ele não é mais um boneco em campo, mas alguém consciente de que o futebol é o momento de descontração que resta para esse povo sofrido. E, agora, nem isso temos.
É lamentável! É lamentável porque somos um povo que luta por um pão suado, pequeno e sofrido. Nosso circo teve as lonas retiradas e o estranho orgulho de ser brasileiro, que em muitas pessoas só aparece na Copa e Olimpíadas, foi ao chão.
Admirei as lágrimas de David. Admirei o motivo das lágrimas. Mais do que uma derrota em campo, espero que hoje possamos parar para refletir o quanto não somos vitoriosos em tantas outras áreas.
Que mais pessoas se juntem à causa de trazer alegria para o povo desse Brasil.
Que a imagem que hoje tenho do brasileiro (um nordestino idoso, sofrido, com uma inchada na mão dizendo que a vida é boa) venha ser transformada e sejamos um povo feliz de verdade, e não um povo que se alegra só na busca pela felicidade.
As lágrimas que ontem ele deixou rolar, já caem dos meus olhos por anos.
Eu, que ainda não tive oportunidade de conquistar meu lugar em um ponto onde meus comentários sejam vistos, ouvidos e valiados, fico torcendo para os que já conquistaram trabalhem mais para conscientizar esse povo que querendo ou não, mesmo hoje, é e continuará sendo brasileiro.
Deixo meus parabéns, ainda que não será visto para David Luiz. Com certeza, o comentário dele fez muita gente parar para pensar.

Que venham as eleições!
Abraços, Jesus Cristo os abençoe.

Elisa Macedo, Juiz de Fora - BRASIL!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Eu


 Gosto de frio. De dizer o que eu penso, sem pensar duas vezes por muitas vezes. Quando eu quero, eu peço. Quando não quero, eu falo. Não sou de medir as palavras, mas sou de guardar pensamentos.
Não gosto de interpretar as pessoas, embora eu tenha que fazê-lo quase que o tempo todo.
Sou simples. Aprecio presentes pequenos, mas cheios de significados.
Descobri que se eu jogasse baralho, minhas cartas estariam todas na mesa.
Gosto de aprender. De descobrir algo que ninguém mais sabe e fazer com que outros venham saber através de mim. Por isso, muitas vezes sou vista como sabe tudo. Às vezes, sou mesmo um pouco. Um pouco muito.
Conheço muito dos meus defeitos, porém tenho prazer na mudança. Gosto de mudanças. Fico muito alegre em conviver principalmente com as mudanças radicais.
Quero ser rica. Nunca escondi de ninguém, por isso sempre estudei como louca. Mas, não sei o que tem dado em mim ultimamente, pois estou com uma preguiça enorme de estudar. É nessa hora que preciso focar.
Tenho bom coração. Só que sou péssima em demonstrar isso. Todas as minhas tentativas são falhas, então prefiro usar sarcasmo, deboches, frases de sentidos duplos e triplos para expressar o que estou sentindo. Quem me conhece sabe, quem sabe gosta. Quem entende se alegra e recebe as flores que eu não sei entregar diretamente.
Não gosto de ser abraçada. Gosto de abraçar. Gosto de toddy gelado e sorvete derretido.
Seriado, livros e filmes. Essa é a ordem. Não era assim, mas agora ficou e quando eu tiver mais tempo a ordem irá mudar novamente.
Meu maior amor sempre será Jesus. Sou meio louca, sim, sou, mas é uma das minhas características que mais gosto: enlouquecer com Ele e deixá-lo saber de minhas loucuras, sem deixar de amá-lo.
Gosto de cachorro. Até adotei um, lindo, preto e fofo. Entretanto, a barulhada que ele faz na madrugada e na manhã sempre me faz me arrepender desse gesto de amor. Mas eu nunca consigo me desfazer dele. Nunca conseguirei.
Não tenho o menor problema em mudar de opinião, até gosto, para falar a verdade. Faz com que eu me sinta uma pessoa cada vez mais aberta para as experiências e para eu mesma.
Minha auto estima está alta, mas nem sempre foi assim. Porém, para que pensar no que não é justo agora? Aproveito esse momento que eu tenho de puro amor próprio.
Estou neste momento de "self discover" e me deliciando a cada momento. Uma das coisas que mais tem me feito feliz nesses últimos dias é conhecer um pouquinho mais de mim mesma.
Gosto de flores, mas entre ganhá-las e ganhar chocolate, deixe as flores para lá.
Gosto dos meus amigos. Eles são parte de mim. E, por falar em parte de mim, percebo que deixo um pedaço de mim onde eu vou e sempre trago uma parte dos lugares comigo.
Sinto-me alguém cheia de informação que precisa ser melhor decodificada. Sinto que eu preciso ser decodificada e a possibilidade de um computador próprio para isso não é mais um monstro debaixo da cama.

Ah, já ia me esquecendo. Gosto também de saber que sou divertida.

Boa noite,

Aquela que também pode ser conhecida por Lilisa Macedo. ;)

*Fito & Fitipaldis - Antes que cuente diez*

terça-feira, 18 de março de 2014

Elisa de Macedo da Silva
Estranho quando tudo fica tão diferente. Tinha até me esquecido que amanhã era meu aniversário.
Lembro dos anos que eu contava os dias, acordava meia noite cantando parabéns para mim dentro de casa, perdia tempo olhando no meu celular esperando para ver as mensagens das pessoas  queridas.
Hoje, hoje é só uma data que continua especial, mas que eu não sei como, nem quando e nem onde, algo mudou.
Fiquei extremamente feliz em ver as felicitações na minha rede social, meus amigos me mandando fotos e belas mensagens, mas é incrível como não ser criança muda tudo.
22 anos! Estou velha. Estou nova!
Sou jovem.
Quem diria que eu seria assim aos 22? Até eu tinha minhas dúvidas.
Achava que era sonhadora de mais, porém, cá estou.
22 anos de pura loucura e alegrias. Momentos de tristeza e choros... 22 anos que passaram rápidos que mais pareceram 22 dias. Hoje sinto que 22 anos não é o suficiente, ainda que seja mais 22, ou 3 vezes mais 22. Talvez, 4 vezes outros 22... Sei lá, milhões de 22 não seriam suficientes.
Sou grata a Deus por viver.
Já tive meus momentos Elias de desejar não ter nascido. Já tive meus dias Jeremias de desejar desaparecer e não viver tanta dor. Mas, hoje, eu tenho meu dia Elisa: quero aproveitar o máximo, sorrir a cada instante e tornar mais verdadeiro possível, tudo aquilo que já é verdade. Hoje, vivo um momento que faz tudo valer a pena.
Obrigado, meu Deus. Pois 22 anos eu tenho e de cada dia desses anos, eu sei que foi o Senhor que em todo o tempo cuidou de mim. Parabéns para TI, parabéns para meus pais. Parabéns para todos que criaram, colocaram e levaram um pedacinho de mim. Sou alguém que levou 22 anos para chegar nesse nível, espero passar e evoluir para muitos outros.

Elisa Macedo, com 22 anos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

London - England 2013
E você acorda chorando no meio da noite. Um sonho tão bom que o acordar te desespera. A fuga do real hoje é a fuga para o real. Não querer parar de correr. Não querer. Seguir em frente sem olhar pra trás. A fuga do real é correr para o real.
E você acorda no meio do dia. Depois de tomar um copo de café no seu trabalho e perceber que nada é igual. Você não está no lugar certo. Existe um lugar certo. Onde você não está.
Mas. Estará.

Elisa Macedo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Membro novo na família

Pequeno Turcan caçando confusão
com a Liane. kkkk
Descobri que preciso desenvolver em mim a capacidade de demonstrar afetos e, nada melhor do que ter um bichinho de estimação para isso. Pois bem, a partir de agora, começa minhas histórias com o Totó, Turcan!
Ele já chegou fazendo bagunça, minha mãe fazendo milhões de ameaças pra ele, meu pai cedendo aos pouquinhos, bom, acho que ele já se sente parte da família. Tanto que já até dormiu.
Bom, vou parar de fazer barulho digitando. Deixar ele dormir e amanhã conto como foi o dia 1 dele.
Boa noite, que Jesus os abençoe.

Elisa Macedo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

All of me

Guimarães - Portugal
Foto: Elisa Macedo
I left pieces of me and now I'm not complete.
I left pieces of me with you.
I left my own and now, I don't know how to find.


Elisa Macedo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Eu tenho que dizer que amo o Brasil...

É engraçado ver o que incomoda.
É engraçado de mais parar para perceber o que realmente incomoda as pessoas. Não tem nem uma semana que eu estou de volta e tudo parece exatamente como antes, nada mudou... Aqui.
O brasileiro não se importa se você é eficiente, ou o que seja. O Brasileiro se incomoda com o seu jeito de andar, de falar, de vestir e de se comportar. Se você não faz nada da vida em silêncio, que se dane! Se você faz o que deve ser feito com barulho: apedrejamento.
Sinto falta dos seres um pouco mais racionais, que não me interessa o que as outras pessoas venham dizer "que na Europa também há crápulas", "que nas história da Europa o povo blá-blá-blá"... Comigo, estou falando da particularidade e unicidade do indivíduo particular que sou eu, comigo não foi assim.
Eu já estou mais cansada em uma semana aqui do que em quase seis meses por lá.
Aqui, algumas pessoas me cansam e elas se cansam facilmente comigo.
É como se eu estivesse no lugar errado, pois o jeitinho brasileiro foi feito para brasileiros que se adaptam a receber e praticar esse jeito maroto. Eu não!
Vejo uma porta que se abriu quase fechando, antes mesmo que eu termine de passar por ela. Mas, quer saber, QUE SE DANE!
Se tem uma coisa que eu aprendi nessas viagens doidas da vida: DINHEIRO NENHUM NO MUNDO PAGA MINHA FELICIDADE.
Hoje foi. Graças a Deus fim de semana vem ai para eu respirar e tentar fugir dos policiais do bom comportamento, mas duvido muito que eu consiga.
Quando eu digo que o sistema brasileiro te obriga a ser corrupto ninguém acredita em mim... Mas, é assim. Se você for corrupto em silêncio, que se dane o mundo. Agora, não tente ser honesto e trabalhador com sua personalidade, a santíssima inquisição brasileira te aguarda.

Bem vindo ao país onde as pessoas não sabem lidar com quem tem personalidades diferentes!

Boa tarde,

Nota: Nada pior para os demais do que ter minha pessoa por perto desmotivada.

Elisa Macedo, do CT de uma CH.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Agonia

Cadê? Cadê o esqueiro? Cadê?
Cadê a toalha? Cadê? Cadê?
Cadê minhas coisas? Cadê?
Cadê meu quarto? Cadê? Cadê? Cadê?
Cadê? Cadê eu? Cadê?
Cadê tudo? Cadê todo mundo? Cadê?
Cadê? Cadê a realidade?
Cadê o sonho que se tornou verdade?
Cadê? Cadê? Cadê?

Texto Elisa Macedo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os melhores dias da minha vida

Foto: Lucas Toniolo
Vou olhar pra trás com alegria, ter no coração mais que um sentimento. Uma canção, não será uma canção. Frio, jamais será o mesmo.
Os melhores dias da minha vida...
Preciso me obrigar a dizer adeus para eles, para que eles virem apenas bons e outros melhores possam vir. Porém não posso negar, dias maravilhosos vivi.

Note: I've left my heart in Budapest, in Vienna, in Faro, Albufeira, Portimão, Tavira, Lagos, Porto, Lisbon, Huelva, El Rocio, Sevilla, Paris and in London. I feel like who needs to come back some day in all this places and take it away again to some another place. This is not a good bye Europe, it is not!

Elisa Macedo, de Portugal.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Outra Vez

Elisa Macedo
Deixe-me sonhar outra vez.
Eu sei que é pedir muito, eu sei que é querer de mais. Eu sei que estou desejando mais do que eu poderia, deveria, ou mesmo queria, mas, por favor, deixe-me sonhar mais uma vez.
Deixe eu acreditar que o inverno continuará sendo uma estação alegre, incoerente para a maioria das pessoas, totalmente compreensivo para mim. Deixe-me, deixe-me olhar pela janela e ver que mesmo sem os pássaros voarem lá fora, aqui dentro eles cantam uma linda canção.
É só um pedido. É quase uma oração.
Deixe-me apreciar e ter tempo para ver algumas coisas mais... Para sonhar um pouco mais, para ter tempo de viver mais um sonho.
E, quando mais um sonho eu realizar, eu sei que mesmo sabendo que estarei pedindo muito, querendo de mais, desejando mais do que eu poderei, deverei, ou quererei, irei pedir por favor, deixe-me sonhar outra vez.

Elisa Macedo

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pieces of me

Em cada lugar que eu vou, deixo um pedaço de mim. A cada pessoa que me deixa, leva com ela outra parte de mim. E de partes em partes deixadas, vou me completando a cada dia.
Não estou dizendo que não doí, estou apenas dizendo que mesmo com esse sentimento, tudo é válido.
E que eu deixe mais pedaços de mim everywhere!

Boa noite, Jesus Cristo os abençoe,

Elisa Macedo, da Hungria

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"Goodbyes"

I don't know how to say goodbye.
When I have to say, I just don't do it.
So, it is not a goodbye also.
video
It is a gift, for my friend: Mine, Akkiz, Busra and Deniz.

3 Coisas sobre você que estão no Facebook e eu não preciso saber

Nos últimos dias tenho tido tempo de sobra para ficar no Facebook. O que para alguns da minha geração é um sonho, para mim é um pesadelo.
Há uns quatro anos, quando criei minha conta, eu fazia de tudo para evitar postar fotos e coisas que estivessem intimamente ligadas ao que eu estava fazendo. Eu fazia isso porque como já tive problemas na rede por causa da "entrega" que fazemos achando que não estamos, só porque está no meio virtual e não no físico e material, queria evitar a repetição de algo do tipo, e confesso que essa foi uma luta meio que inútil.
Uma vez a conta criada, você abre a porta e convida os demais para entrarem na sua realidade e, porque não dizer intimidade.
Depois desse passo fracassado, tentei moderar minha conta postando apenas aquilo que eu achava legal, ideias e textos, como eu costumava fazer aqui no blog. Acontece que tudo no Facebook vira polêmica e as pessoas sempre tomam textos genéricos como algo que fosse uma ofensa muito pessoal, como se aquele "qualquer um" tivesse escrito o texto especificamente para si. Enfim, foi um momento turbulento da minha conta.
Aprendi, então, que o Facebook nada mais é do que uma Rede Social com intuito PRIMÁRIO de compartilhamento de fotos e interação entre as pessoas. É como se fosse aquele álbum de família que você tira fotos e depois de cinquenta anos quer mostrar para todo mundo. Na verdade, na verdade, ele nada mais é do que esse álbum disponibilizado para um público muito maior e que pode te falar (ou não) o que achou da sua foto.
Comecei a usar meu Face para postar fotos que eu achava interessante para compartilhar com meus amigos. Fotos de momentos legais, situações inesquecíveis e, principalmente, nas quais eles estavam comigo. Vi que eu estava ficando muito snob.
Dei um surto e sai deletando tudo, postagens, fotos, comentários na linha do tempo, coloquei moderação nos conteúdos a serem exibidos, fiz tudo isso. No fim das contas, percebi que além de me roubar muito tempo, o Facebook com sua mão invisível, administrada por milhares de olhos e dedos conhecidos do outro lado estavam mandando e desmandando na minha vida. Sabe o que eu pensei?
"Que se dane essa porcaria!".
Voltei a "moderar" meu Face com um pouquinho mais de mente aberta do que sair deletando tudo. Resolvi então deletar todos.
Vi que a moda dos usuários do Facebook agora é postar fotos sensuais. Vai me desculpar, não sou obrigada!
Com tantos atores, pessoas famosas e bonitas, auxiliadas por outras pessoas que entendem de Photoshop disponibilizam fotos maravilhosas de suas figuras na rede, não vou ficar perdendo tempo com gente que está passando por uma crise de identidade e auto aceitação que começou a postar fotos suas peladas no Facebook.
Já que o problema eram os "moderadores", comecei a cortá-los.
Preciso deixar claro aqui que não estou falando do pessoal que foi pra praia com a família no fim de semana, ou de quem está "naquela" cachoeira com os amigos, ou mesmo sozinho, mas é "aquela" cachoeira. Uma foto que tenha sentido e seja mais do que um "olha meu corpo e me possua".
São meninos e meninas que estão apelando mesmo. Semana passada na minha linha do tempo apareceu a foto de um cidadão sem cueca, tampando o seu mini-instrumento com os 5 outros dedos que possuía. Fala sério! Eu não preciso disso.
Alguns podem me achar exagerada, sempre tomando posições radicais. Mas, assim como eles bem dizem "o Facebook é meu e eu posto o que eu quiser", eu respondo "o Facebook é meu e eu aceito e deleto quem eu quiser, e passar bem".
Não é de hoje que tenho visto coisas extramente sem noção no Facebook. Ele conseguiu superar a futilidade do Twitter, que aprendi a usar para "extravasar" virtualmente as mazelas do Facebook. Deixo então uma pequena lista de coisas sobre o que as pessoas postam no Facebook e eu sinceramente não preciso saber.

3 COISAS QUE ESTÃO NO FACEBOOK E EU NÃO PRECISO SABER

1- QUE VOCÊ ESTÁ DE TPM.
Minha filha, se você está ou não de TPM, isso é um problema total e inteiramente seu. Ninguém precisa ficar sabendo do seu ciclo menstrual pela internet. Obrigada!

2- QUE VOCÊ ESTÁ TERMINANDO O NAMORO.
Não estou falando do pessoal que muda status do Facebook. Estou falando da pancada de gente que começou a terminar namoro pela linha do tempo. Creiam, isso aconteceu! Teve um que ainda postou o nome das pessoas envolvidas no término, foi muito divertido ler aquilo, mas eu poderia viver sem essa informação.

3- CONHECER O SEU CORPO NU.
Pessoas que vão para frente do espelho tirar foto de calcinha e sutiã, ou meninos que tiram a camisa para mostrar o quanto os músculos cresceram. Sem falar nas meninas que postam foto da bunda, sério, da bunda  ou dos peitos tampados por uma linha de pano. Estou passando, mais uma vez, obrigada!

Foi ótimo terem inventado esse negócio de "não quero ver isso", mas existem pessoas que estão me fazendo usar isso com tanta frequência, que preferi não vê-las nunca mais na minha linha do tempo.
Amados, não vou entrar no mérito das fotos de comida, do marcar lugares, do postar frases sem sentido, por que até eu já me rendi a essas coisas com a compreensão de que isso é algo geracional. Nossa geração é assim: virtualizada e quer falar, ainda que ninguém os ouça, ou que a voz deles (nossas) sejam apenas um grande eco no vazio. Mas, a questão aqui é da intimidade de coisas que só você e seu banheiro precisam saber.
Não sou contra as publicações particulares que desejamos compartilhar, afinal eu tenho esse blog que nada mais é do que um diário virtual. Mas, entra aqui e lê quem quer e só quem quer.
Não estou falando que sou a rainha da moderação no Facebook. Bem provável que o meu tenha mais do que informações íntimas sobre mim, afinal, aquilo ali é uma extensão da vida (por mais que neguemos), mas, enquanto eu puder deixar a pandora na caixa, lá ela ficará.
Desculpe se chateei alguns, mas, o que posso fazer: o blog é meu e eu posto o que eu quiser.

Elisa Macedo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Morar com meninos

 Inesperadamente, é uma maravilha!
Pensei que os meninos fossem bagunceiros, brigões iguais aos vikings, mas até que não.
Eles são um bocado bagunceiros e pensam que sabem limpar, isso é um pouco verdade. Porém, comprado ao imaginário que eu tinha dessas criaturas morando juntas em um mesmo ambiente... Poxa, são super organizados!
Mas, a melhor parte é que eles não se importam.
Dando faxina descabeladamente
Não se importam com o barulho (quando ele não é às 4:05 da manhã), não se importam com o silêncio, não se importam com a limpeza, não se importam com a bagunça, afinal eles sabem que uma hora ou outra tudo vai se solucionar mesmo. É uma paz! Não tem fofocas, não tem intrigas e não é preciso dar atenção para eles toda vez que se encontra com eles na cozinha, no corredor, ou na sala.
Se você acorda de manhã com a cara amassada e não quer dar bom dia para ninguém, eles falam bom dia e, se você não responde com palavras, dá só aquele olhar de "bom dia também, mas não agora", eles simplesmente ignoram e bola pra frente. Sem justificativas, sem perguntar se aconteceu alguma coisa, sem fazer de qualquer suspiro ou espirro um grande negócio.
Eles perguntam só uma vez:
- Lis, quer remédio?
-Lis, vamos lá?
- Lis, está com fome?
Então, não tem tempo pra frescura do tipo "não sei". Ou está, ou não está. Ou quer, ou não quer. E, se quer, ou não, tudo bem.
Ninguém pode negar, eles sabem dar boas festas.
Bicho Inside
Ontem, por exemplo, foi aniversário do Felipe Menezes e ele estragou a própria surpresa só aparecendo na hora errada de tudo, o que não deixou de ser grande negócio, ele aproveitou do mesmo jeito. Comida boa, bons convidados. A é, a propósito dos convidados, homens só convidam quem eles querem sem se preocupar com o que os outros vão pensar, ou se "fulana vai ficar chateada".
Entretanto, não pense que eles são uns "nem aí" da vida pelo que eu estou escrevendo aqui. Quando eles param para conversar, são todo ouvidos e quando resolvem abrir a boca... Sai de baixo! É piro que sermão de mãe.
As piadas são sempre ótimas, até o que não era pra ser piada vira e ninguém sai dodói com nada. Viado é apelido carinhoso para chamar um companheiro e, quando eles falam "para de frescura", é para parar mesmo.
Aniversário do Felipe
Mas, ainda que as atitudes sejam de quem não se importa com nada, se é dia ou se é noite, se chove ou se faz sol, meninos são muito observadores.
Acho que eles se encaixam naquela frase que eu parafraseei "o que eu falo é uma gota, o que conheço, um oceano". #truestory
Para morar com meninos não é preciso grande negócio, basta apenas seguir o fluxo e viver tranquilamente. Para se ter noção, estou até emagrecendo. Eles custam ter fome, mas quando têm é daquelas de fazer prato de pedreiros. Como eu tenho fome sazonalmente, ou quando alguém perto de mim a tem, fica fácil e tudo simples.
Eles têm costume de guardar objetos estranhos, criar bichos esquisitos, mas ligo o "ignore"(porque eles também fazem coisas "not cool", principalmente os barulhos de um em particular [ainda te bato]).  Liguei o "ignore" tão bem ligado que há mais de uma semana eu estou por aqui  e só hoje que fui me dar conta do "animalzinho carinhoso" que eles têm na sala. Fala sério! Bom, bola pra frente.
Mesa mais portuguesa que estive :P
Já ia me esquecendo: facilite as coisas. Ande normalmente dentro de casa (não penteie os cabelos e não fique toda "chicosa"), não haverá problema algum durante todo o período. Mas, seja sempre legal. Gente chata eles ignoram na tora!
Tenho certeza que Deus me abençoou muito nesse intercâmbio, principalmente com relação aos "mates", porque tanto a Marta polonesa, quanto os "boys" brasinish (Brasil + Espanha) foram ótimas companhias nesse momento Europa da minha vida.
Não sei se o que eu escrevi vale para todos, mas já é uma referência a se tomar na hora de fazer uma generalização.

Beijos e abraços, que Jesus Cristo os abençoe,

Nota: Para os que estão em dúvidas sobre o porque não estou mais postando os dias, é porque minhas aulas acabaram. O diário era mais sobre minha vida no exterior ligado ao âmbito acadêmico, ainda que muita coisa que eu postei nesse período não tenha ligação direta com as aulas. Digamos que foi meio que um "relatório de intercâmbio". Mas, continuo na Europa, por poucos dias, mas estou aqui ainda. ;)

Elisa Macedo, de Portugal.