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sábado, 16 de novembro de 2013

Sacrificar sonhos é estrangular a vida

Foto: Lu Miranda
Se tem uma coisa que eu aprendi nesses vinte e um anos brincando de viver aqui na terra, foi que os meus sonhos não são mais importantes do que os dos outros.
Não há como construir os seus sonhos em cima dos outros, ou às custas dos sonhos dos outros. Isso não é realizar sonhos, isso é matar sonho alheio! Há dois anos atrás, quando este blog foi fechado, ele tinha um lema no início dele "sacrificar sonhos é estrangular a vida". Além de ser um "leminha" bem exagerado para uma adolescente rebelde, nessa frase eu expressava tudo o que eu pensava sobre minha própria vida. Eu não estava disposta a sacrificar meus sonhos. Para mim, quando eu tivesse que fazer isso, seria como se eu tivesse matando a mim mesma.
Hoje, porém, eu vejo que assim como eu não suportaria viver com a ideia de ter sacrificado meus sonhos, não posso, de forma alguma, deixar alguém abrir mão de seus próprios sonhos por minha causa. No "elas por elas", se alguém tem que sentir como se sua vida estivesse sendo estrangulada, esse alguém sou eu e não o outro. Pois bem, aprendi a sacrificar.
Foto: Lu Miranda
Não entendo como têm pessoas no mundo que desistem de tudo por causa de motivos tão patéticos. Da mesma forma, não consigo entender outras que para conseguir o que querem, passam por cima de tudo e de todos, literalmente todos!
Como disse aqui há alguns dias, os sonhos, além de Deus, são as únicas coisas que eu tenho de mim mesma e eu preciso continuar sonhando. Meu avô sempre me ensinou o contrario dos meus pais.
Quando eu contava meus projetos para minha família, minha mãe sempre falava assim "você vai morrer, menina! Para com essas ideias. Vai fazer a prova da PM, alguma coisa do tipo. Você é muito idealista!", meu pai falava "é, né. Então tá?" traduzindo "vai sonhando , né. Já que você está dizendo...". Depois de um tempo vendo que eu estava falando sério, meu pai passou a dizer "a gente só para de sonhar depois que se está morto" e minha mãe a dar corda para os meus sonhos.
Meu avô não. Meu avô Macedo sempre, desde o princípio, disse e ainda diz "isso mesmo, tem que sonhar. Quem sonha muito, se alcançar 50% já alcançou muito. Mas, quem sonha pouco, se alcançar 90%, não alcançou nada!".
Estou com ele.
Foto: Elisa Macedo
Se, por agora, eu tiver que dar um stop, tudo bem. Mas, o que eu jamais vou parar de fazer, nem mesmo no meu leito de morte, é sonhar que eu ainda posso fazer algo de bom para mim, para os que eu amo e para o mundo.
Sim, sou uma idealista!

Elisa Macedo.

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