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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Clockwise Sentence

Poster do Filme Clockwise
 Clockwise

Hoje assisti o filme "Clockwise" de 1986, dirigido por Christopher Morahan, na aula de psicologia. O filme é uma comédia inglesa de muito boa qualidade, que satiriza a pontualidade britânica.
Mister Stimpson, interpretado por John Cleese, é um diretor de um colégio público inglês que foi convidado para ser o presidente do conselho dos diretores de escolas privadas. Para ele, uma grande honra, uma vez que muito dificilmente um diretor de escola pública conseguiria chegar aquele cargo de tamanha representatividade. Ele conseguiu tal façanha sendo extremamente rigoroso com o horário e vigilante da escola onde era diretor. Porém, no dia de se apresentar como o presidente do conselho, ele se atrasa totalmente por conta de sua mania de falar "right" toda hora.
"Right" em inglês pode designar tanto a nossa expressão "certo?!", como direita em oposição à esquerda. Pois bem, o início do desfiladeiro é quando ele perde o trem por ter entendido que o veículo correto era o da direita e não o da esquerda. Uma cena engraçada, em que ele pergunta "qual é o trem?" e o guarda responde "o da esquerda" (left). Ele diz "right!" e o guarda responde "right", desapercebido do contexto da conversa, ele toma o "right" final como a resposta de sua pergunta e parte para a plataforma errada.
Pois bem, o que quero falar aqui não é bem sobre o filme, mas valeu esse esboço inicial para despertar o interesse naqueles que gostam de produtos de boa qualidade. Então, vamos ao que interessa.

Hope

Em determinado momento do filme, quando Mr. Stimpson pensa não ter mais tempo para chegar aonde queria, a sua acompanhante de viagem pergunta para ele se o desespero o estava deixando louco, ou algo do tipo. E ele responde que não. Que o que nos deixa louco não é o desespero e sim a esperança.
Fiquei com aquilo na cabeça e quem me conhece, já sabe  que eu fiquei mastigando essa história.
Foto: Acervo de imagens do Google
Realmente, o que nos deixa apavorado não é o desespero. Como meu próprio professor disse, quando estamos desesperados, nós simplesmente nos entregamos e pronto. Choramos, gritamos, porque não há nada a ser feito quanto ao que nos levou àquela situação. Porém, quando estamos esperançosos... Quando estamos esperançosos é terrível!
Ficamos com uma sensação de impotência. Queremos a todo o custo trazer o futuro para o presente. São tantas expectativas envolvidas, que só nossa pretensão de que elas venham acontecer, deixa-nos enlouquecidos.
Isso tudo porque nós não conseguimos ter o controle do futuro e queremos imaginá-lo, tocá-lo e realizá-lo a nossa maneira. A esperança é perigosa! Acho que por isso dizem que mesmo ela sendo a última que morre, é a primeira que mata.
Ficamos aflitos, pois o que nos reserva é um desconhecido que queremos que seja o conhecido de nossos desejos. Neste ponto, vamos para uma íntima da esperança, porém muito mais completa e formidável.

Faith

Foto: Acervo de imagens do Google
A fé, por outro lado, não é como a esperança que te consome, atordoa-te e tira seus pensamentos do presente momento e te leva à viver em sua mente coisas futuras, deixando-o cada dia mais apreensivo. A fé é limpa e pura. Ela trás paz e, sabe como ela faz isso? Simples. É porque a fé é a convicção do que nos dá esperança.
A esperança sozinha não passa de um "apurrinhamento" no nosso interior para nos deixar ansiosos pelo desconhecimento do futuro. Já a fé, bom, a fé ela nos deixa tranquilos, pois é a certeza de que o futuro esperado será real e concreto. Portanto, não há motivos para ansiedade, nervosismos ou coisas do tipo. Se aquilo irá acontecer e estamos convictos, não há motivos para termos o desconhecido, pois não há desconhecidos na história.
E é ai que entra um grande detalhe.

God Is Alive

Albert Einstein, em embate com o  físico Niels
Bohr,simplesmente abandonou o programa
de TV com a frase categórica e eficiente
"Deus não joga dados", quando Bohr o desafiou
 dizendo que a existência de Deus poderia
ser comparada a um jogo de dados.
Vivemos em um mundo onde aflição tomou conta, o medo e a incerteza são um dos príncipes mais temidos da nossa sociedade. Vemos muitas pessoas brincando de "matar Deus" só para não terem com quem acertar as contas num futuro que para elas é incerto. É muito mais fácil acabar com o desconhecido do que buscar conhecimento dele. As pessoas abraçam a aflição com uma pseudo racionalidade e chamam a fé alheia de cega.
Quando os povos não conheciam todo o território terrestre, simplesmente ignoravam a existência de terras além mar. Diversas histórias foram criadas, lendas e coisas do tipo para tapear e manter a calma em todos os corações que se afligiriam ao imaginar que além Europa existia um Mundo Novo (graças a Deus pelos Portugueses, não é mesmo?!). Atualmente, fazemos a mesma coisa, de uma forma estranha, porém, com o mesmo intuito de impedir as pessoas de conhecer o desconhecido.
O que mais ouvimos nas academias são professores a falar que as histórias da Bíblia são só histórias, anedotas, fábulas, e, quanto aos fatos que gritam na face de todos mostrando o quão real é a Palavra, "bom, ignoremos-os"!
Os que gritam existir um Deus, assim como os que gritavam existir um outro mundo a ser descoberto, são chamados de loucos e Hereges da Ciência.
O que mais deixa esse povo louco, é quando eles batem de cara com pessoas estudiosas que creem em Deus. Nessas horas, é como diriam no Brasil: o povo #Pira! É como se o fato de ser um "estudioso", "inteligente" não te permitisse acreditar, pensar e estar com e no Senhor. Talvez seja por isso que eles insistem em falar que grandes estudiosos eram ateus, sendo que isso é uma grande mentira, como Albert Einstein, por exemplo, que tinha o seu jeitão lá de crer em Deus, mas cria. Então, eles falam isso como se fosse para afirmar "olha, você estuda, assim como Einstein. Se quer continuar sendo como ele, pare de crer na Bíblia".
Foto: Acervo de imagens do Google
Umas coisas loucas como essa acontecem no mundo o tempo todo, mas eu sempre me lembro do meu professor de História que tive no CTU, Rogério Resende (que, by the way, eu não sei se acredita ou não em Deus), ele sempre dizia "a história se repete", nenhum evento é novo. No fim, é verdade. O que muda são os atores, algumas cenas, alguns propósitos, mas no fim... No fim é o ser humano fazendo as mesmas (isso mesmo) de sempre.

#Oremos #let'spray.


"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."


Elisa Macedo.

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