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domingo, 22 de setembro de 2013

26º dia - O mais atípico dia que alguém pode ter


Dentro do trem
Já se imaginou indo para uma das mais belas praias da Europa, com rochas, lugares paradisíacos e com ótimas companhias e, de repente, tudo sair do controle? Pois é. Hoje foi o dia mais atípico na vida de muitas pessoas que estavam comigo e, embora eu já tenha tido dias totalmente loucos como este, realmente, não pude deixar de compartilhar novamente essa emoção.
O mais engraçado é que tinha tudo para dar errado!
Para início de conversa, ontem, no lugar de todo mundo ficar em casa, dormir cedo e esperar o outro dia para irmos viajar, como tínhamos programado, o povo louco resolveu viver a vida ao jeito Erasmus, resumindo: festa!
Grupo completo que chegou em lagos - Isabella Moura
Ok, fomos à festa. O lugar, não irei nem repetir o que já tenho dito aqui sobre os locais de festas. Sem entrar nos detalhes das festas, meditações e uma pessoa que eu não preciso citar correndo às 3 horas da manhã na rua gritando "I can fly, I can fly!", vou direto ao ponto neste parágrafo que irá se iniciar.
Acordamos loucas de sono! Loucas de sono. O mais engraçado de tudo foi a Marta Polonesa, que deveria ser a mais cansada entre nós, estava acordada antes de mim. Arrumamos-nos, quase perdemos o trem, encontramos amigos esperados e inesperados... Creia quando eu digo inesperados!
Lagos: Foto tirada ontem por Lucas Ramos
Dentro do trem, novas observações puderam ser de fato feitas... O jeito espontâneo de viver não é tão apreciado, não somente no Brasil, mas acho que no mundo todo. Porém, não nos importamos, o que nos importa é viver!
Fomos como quem estava em um excursão de escola. Brincando, conversando, tirando fotos, tudo isso em uma verdadeira Torre de Babel, de tantos idiomas presentes em um vagão. De polonês à ucraniano, ouvimos de tudo naquele lugar. E, no momento que o assunto era divertido para todos, podíamos ouvir os diferentes sotaques de inglês a falar coisas sobrepostas e tudo terminar em diferentes gargalhadas.
Ao chegarmos em Lagos, deparamos-nos com uma das mais belas naturezas que nós poderíamos ter visto até agora aqui em Portugal, e, talvez, no mundo inteiro!
Caminho para a praia
Nosso grupo resolveu não ir direto à praia ao chegarmos à estação de trem. Isso, a princípio, pareceu um grande erro. E foi.
Ficamos na cidade, andando, conhecendo lugares, subindo morros (infinitos morros), tirando fotos e procurando desesperadamente por um lugar bom e barato para comermos. Enfim, encontramos. Tirando o barraco quase armado na lanchonete por causa da falta de graça da garçonete, tudo foi lindo! Experimentei meu Waffle e eu preciso dizer: É como eu imaginava!!! *.*
Meu Deus, que dia bom! - Incoerentemente, bom!
Esse erro de ficar na cidade nos fez desencontrar de parte do grupo. Acabou que os ucranianos, poloneses e alemães foram na frente para à praia, enquanto as brazucas e as turcas ficaram para trás.
A partir daí amigo, só confusão.
Memorial da 2ª Guerra Mundial
Em meio à castelos, muralhas, forte, ou seja lá como eles chamam aquilo aqui em Portugal, conseguimos nos perder no caminho da Praia Dona Ana. Lindo mesmo, foi ver a Isabella no meio do mato gritando "vamos sair daqui", a Lu Miranda em silêncio com "aquela cara" e a Mine, Busra e Akkiz com as carinhas de cansadas mais fofas do universo.
Mas, antes disso, tínhamos conseguido achar a tal praia. Com mar revolto, um hotel com piscina e tudo que tinha direito, mas o detalhe está no ambiente ser privada. A Isabella atacou de brasileira revoltada e soltou um "eu não vou pagar pra ficar num lugar que Deus criou" com o dono das barracas. Resolvemos, então, sair da praia.
Ficamos no caminho, perto do loteamento, deitadas no chão, como sem terras, ou homeless, como você preferir. Jogadas, na vida louca de tudo. Vendo o mar lindo lá em baixo, a praia perfeita, pessoas de biquíni, um calor federal, enquanto nós estávamos lá em cima, vendo tudo, de roupa, assando e depois sentindo frio por causa do vento... Deitadas no chão, comendo de tudo e bebendo água. Quase chorando... E, como se não bastasse, eu soltei aquela "se minha mãe souber desse dia, nunca mais vai me deixar sair de casa!" (Mãe, não faça isso).
Homeless (hahhahaha)
De repente, pensamos que este era um dos dias mais loucos de nossas vidas.
A Mine para completar me solta um "às vezes eu não entendo tudo que vocês falam, mas eu dou risadas do mesmo jeito".Todo mundo começou a rir, porque isso acontece com quase todos, penso eu. Então, tenho uma frase a dizer, emprestada da Akkiz "not important". (hhahahahahaha)
Rimos até dizer chega.
Homeless part 2
Todas falando em vários idiomas e, em inglês, que deveríamos saber falar uma as línguas das outras, pois isso iria ser uma loucura sem fim. Oh, imagino eu que é até bom não sabermos, afinal, a graça está em completar o que não entendemos do jeito mais divertido possível e, por incrível que pareça, por mais que as palavras estejam erradas, o sentido que entendemos é sempre o certo.
Cansamos de esperar a outra parte do grupo nos encontrar.
Fomos à outra parte da praia. A parte Free e foi ai que nos perdemos no caminho.
Chegando ao local, foi lindo! 
Consegui atirar uma pedra que quicou na água de primeira, emocionante. A pena foi não ter conseguido outra vez! (hahaha).
Outra lástima é não poder dar mais detalhes, pois isso iria virar um livro, com certeza.
Porém, a Busra disse algo muito legal: "Hoje é o dia mais feliz da minha vida!" E, quando ela disse isso, foi porque ela viu o mar pela primeira vez. Melhor de tudo foi saber que fizemos parte disso. Todas fizemos parte desse dia louco na vida uma das outras!
Voltando para casa, quase perdemos o trem... De novo! O cara da estação segurou a porta para nós, o trem buzinou e conseguimos entrar.
Acabadas. Essa é a palavra! Voltamos a-ca-ba-das! Colocamos os pés nos bancos, as turcas também não ficaram para trás, "se jogaram", literalmente.
Como se não bastasse, ao chegarmos em casa, eu, Mine, Luciana e Akkiz fomos à igreja Presbiteriana. Jesus! Isso foi ótimo!
Igreja Presbiteriana Viva em Faro
Para se ter a noção, foi festa! Vida de Erasmus, até na igreja, sempre tem uma festa! (hahahah- isso dá um slogan) Comemos muita comida com tempero brasileiro e com o tempero português melhorado. Gente, que comida boa, Jesus!
Foi de mais. Foi lindo!
Para resumir o culto, este foi finalizado com a Mine ao meu lado fazendo sua primeira oração para Jesus depois de tanta comilança,"Jesus, I'm  full. Thanks."
No caminho de casa viemos quase que nos arrastando.
Sentimos muita falta da Marta nessas horas e, ao chegarmos ao dormitório a primeira coisa que fizemos foi contar o resumo do culto na igreja. E, para fechar esta postagem, irei colocar a frase que ela falou depois de saber da nossa empreitada neste dia "Where is the next celebration?"
Sério, eu só tenho a agradecer a meu lindo Jesus por tudo isso que tenho vivido.
E, quanto ao nosso maior erro, de termos escolhido ir pra cidade no lugar de irmos para praia direto, tenho algo a dizer, foi o erro mais acertado que poderíamos ter dado! Deus sabe de todas as coisas. Pensamos em boas histórias, mas Ele vem e escreve outras melhores por cima. 
Vamos que vamos! Com certeza tem mais.
Jesus os abençoe, muito, tanto quanto tem nos abençoado.

Elisa Macedo, de Portugal.

Nota: Para todos os problemas que apareceram no caminho, cantamos essa frase "I don't care!" hahahhahah
2- Música do dia: "We are the champions"

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