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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

1º Dia Na Europa

Olá pessoal!
Depois de muito tempo sem postar e de deixar este blog bloqueado, estou aqui para contar minhas novas aventuras, filosofar, postar meus textos e poemas, além de outras peripécias que é de costume apresentar por aqui. Daqui pra frente, também entrará no ar o "Zopa Diary", que é o meu diário durante minha estadia na Europa.
Então, vamos começar?

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Túnel Petrópolis - Rio de Janeiro
Como de costume, não vou ser convencional e, portanto, não irei começar pelo início. Ontem às 18h, horário de Brasília, peguei o meu voo para Portugal. Agora estou, sentada no aeroporto de Porto, que por sinal, merece ser chamado Porto, esperando minha conexão para Lisboa.
Voar foi emocionante!
Na realidade, foi como um elevador que sobe e não para nunca de subir. O Rio de Janeiro, que por natureza divina e intervenção humana já é lindo, visto de cima parecia erradiar mais brilho do que deveria estar na realidade. Um frio na barriga e medo algum! O avião subiu.
Passagens para Portugal
Como o previsto, ao meu lado foi um velhinho. Fora do previsto, ele não era tão gordo e não era chato.
Uma das minhas primeiras dificuldades no avião foi entender o português de Portugal. Céus! Eu entendia muito melhor o inglês do que algumas  coisas que eles diziam em "protuguêis". Mas, tudo bem!
Avião da TAP Portugal
Quando as luzes se apagaram e lá em baixo tudo era um grande escuro, só ouvia o barulho das turbinas. Isso foi um pouco estressante. Fiquei um pouco irritada por não saber como ligar a TV, mas o instinto me levou a conseguir tal façanha, antes mesmo que alguns velhos de voo conseguissem.
Dona Encrenca
Amigos que me disseram que quando eu entrasse no avião a ficha iria cair, tenho que dizer-lhes: não caiu. Ela foi querer ficar na boquinha da caçapa lá pras zero hora, quando desliguei a TV e fiquei ouvindo música. Tentei dormir, porque voar é legal, mas na classe econômica, nem tanto. Como diria a Vic, "vamos dormir que amanhã chega logo!". Foi quando agarrei um negócio parecido com um travesseiro, pensei nos meus pais no aeroporto com meu irmão e chorei! Chorei rios e litros atrás de litros. Quase gritei pro piloto parar e voltar!
Chorei, chorei alto no meu coração e em silêncio para não acordar ninguém. Mas, como eu chorei. Chorei, chorei e dormi, ou essa parte, pelo menos, eu tentei.
Um pouco antes do chororô, veio a jantinha. Muito boa por sinal, só que não quis saber muito o que era não. Como diria um amigo do trabalho, eu preciso estar aberta para coisas novas. Mas, não tão novas assim. Entre um treco de nome estranho (que depois descobri que era uma espécie de arroz com purê) e pasta, claro que pedi pasta. Sabia que o sabor iria ser estranho, pelo menos o tipo da comida não precisava ser tão peculiar.

Meu pai sem fronteiras

Acho que nessa história, eu acabei comendo lesma. Se não era lesma, era algum vegetal com textura muito parecida. Enfim, se não estava ruim, resolvi comer e não pensar muito. Ai chorei, dormi, ou tentei dormir, vi o céu escuro com estrelas maravilhosas ao meu lado. Isso foi de mais!!!
Lembrei que meu pai sempre quis voar no mesmo momento em que entrei no avião. Aproveitei por ele! Experimentei as sensações para depois contar tudinho.
Enquanto meu caro amigo espanhol foi até a casa de banho (sim, isso é banheiro), eu aproveitei para abrir a janela. Ah, que desperdício voar na janela e fechar! Depois disso tudo, cochilei um pouco e acordei com uma linha laranja vertical na janela do meu vizinho da direita. Essa linha linda, parecia uma linha de fogo no horizonte escuro. Muitas sensações para pouco espaço de tempo!
No embarque
Era o sol! Lindo e perfeito a brilhar ali. Abri meus olhos que já estavam vermelhos de tanto ressecamento, o que me  custou 7 gotas de  colírio, ou mais, e apreciei a paisagem. Não demorou muito, as luzes se ascenderam e fomos tomar aquele café da manhã.
Sabe, o avião no ar é maravilhoso! Posso dizer que até prefiro um pouco de turbulência, é parecido com andar de Fiat Uno em estrada de ladrilho. Se bem que peguei um clima bem tranquilo e turbulências normais.
Na hora de descer foi a parte chata. Meu ouvido, que já se irrita com a Serra de Petrópolis, parecia que tinha um cotonete gigante apertando afim de fura-lo! Os barcos no mar pareciam sujeira na água. Ainda bem que fiquei quietinha, ia soltar um "que mar sujo esse em Portugal, én?!". #Turista
Em todos os casos, cheguei bem. Tirei muitas fotos, comi muito e descobri que as coisas aqui são baratas até no aeroporto.
Eduarda e Eu
Um fato interessante foi que no Brasil eu não vejo muitos amigos que estudaram comigo, fui encontrar a Eduarda do CTU na fila da imigração. Agora estou aproveitando a internet para deixar a postagem semi-pronta para segunda-feira, quando eu for abrir o blog.
Bom, esse é meu primeiro contato, muitas informações e linguagem informal. Não foi bem o que planejei, mas vamos ver como fica. Quem sabe me surpreenda e fique melhor do que o esperado?^^

#BomDia #GoodMorning

Nota: Ainda estou como criança quando desce do pula-pula, pisa no chão e parece que está no elástico. Meu corpo ta sentindo o avião subir e descer sentada no banco do aeroporto.

Beijos Elisa Macedo de Portugal

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