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segunda-feira, 8 de abril de 2013

tic- tic...

E lá vamos nós outra vez... Reconstruir meu mundo aos 21 anos como se eu ainda tivesse 15. Como se eu ainda pudesse me dar o direito de me sentar na última cadeira da sala fria do bloco C e deixar minha cabeça bater na parede, deitar, tremer, chorar por dentro, remoer meus ossos tendo a carne do meu coração endurecida.
Como se eu pudesse dizer que aos 20 será tudo diferente, pois não é. Não foi.
Como se eu pudesse me dar o desfrute de imaginar que a vida seguiria o meu cronograma e o meu roteiro. Sou uma péssima roteirista. Apenas escolhos novos atores para velhas histórias. Velhas histórias...
É como se eu tivesse estabelecido uma linha para meus sonhos passarem e não previa uma bifurcação a frente... É como se mesmo que esta existisse, meu trem continuaria para frente e além.
Hoje fico no vagão de trás, olhando para o que foi deixado, perguntando-me como esse trem foi parar ali... E, de verdade... Talvez agora ele tome o rumo certo.

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