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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Último abraço

Nossa... A gente realmente não sabe quando iremos dar o último abraço em alguém que amamos, ou mesmo gostamos.
Acabei de ter a notícia de que uma moça que trabalhava no meu antigo colégio faleceu. Poxa, ela era muito legal...
Não tenho nem palavras para dizer. Eu fiquei meio abalada com a notícia da morte dela, mas é uma situação estranha. Se eu não me engano, na semana que ela faleceu, ou uma semana antes, eu estava passando perto do IFET pra ir trabalhar no CAEd e tinha que devolver a Patrícia uma calculadora. Então, pedi pra Fatinha devolver pra mim, eu não lembro direito como foi, acho que se eu não tivesse tido essa notícia, talvez eu conseguisse contar detalhes. Agora me lembro que o Washington motorista também estava lá, eu ainda dei uma zoada nele e, se eu me lembro bem, a Fatinha me pediu um abraço, ou então me abraçou, ou eu pedi um abraço pra ela... Agora  memória fica meio apagada. Mas, tenho quase certeza de que nos abraçamos e eu ainda fiz uma daquelas minhas piadinhas sem graça. Fico com medo agora de ter respondido "Agora não venho aqui nem pra visita", caso ela tenha me dito "você tá sumida, aparece de vez em quando."
Nossa é muito estranho mesmo.
Eu me lembro que a última vez que eu vi A minha tia Sandra. Eu a abracei e dei um beijo, algo que eu comumente não faria, afinal, eu nem me lembro se já tinha feito isso antes com ela...
É ruim não se lembrar das últimas palavras que você disse a uma pessoa.
Eu estava vendo um episódio de The O.C há algum tempo e era o episódio que a vovó Cohen falava que estava doente e o Seth ficava muito triste. Ela foi até o quarto dele e ele disse que não queria sentir como se aquela conversa fosse a última, porque ele sabia que ela estava doente... Enfim, foi algo do tipo. Então, a vovó Cohen falou algo que é a mais pura verdade, foi algo semelhante a um " afinal, não é sempre assim?"
Independente de sabermos se as pessoas estão doentes, vão para a guerra, ou coisa semelhante, nós nunca sabemos mesmo quando será a última conversa, o último momento, a última palavra... O último abraço. Isso é tão triste na vida! Perder aqueles que amamos.
E, depois que tudo acontece, a gente fica desejando uma oportunidade de voltar no tempo e brincar mais um pouquinho com a Fatinha, zoar, falar de Jesus, perguntar como vão os artesanatos, se os novos alunos são tão divertidos como eu fui... Essas coisas.
Dá vontade de voltar no tempo e perguntar pra minha tia se ela queria algo, tomar um café, ou então se ela queria que eu ficasse mais tempo já que sai com tanta pressa aquele dia e ela estava sentada na mesa da cozinha da minha vó com uma cara de abatida.
Poxa vida! É muita incerteza.
A vida aqui na terra é muito incerta mesmo. E pequena... E grande ao mesmo tempo.
"Miserável é o homem que espera em Deus só nesta vida".
Espero que na vida eterna estejam todos os que eu amo... Pois, tem muita gente que acha que esta vida aqui é tudo... Não. Ela é só o começo de algo muito maior que já existia antes de nós:  A ETERNIDADE!

Nota: Senhor, perdoe-me se nunca falei do Senhor pra Fatinha, ou pra minha tia. Não me permita ser tão relapsa assim, por favor. Que elas estejam nos seus braços Paizinho, por favor. Perdoe a minha incompetência, minha omissão. Desculpa Deus, Desculpa mesmo. Ajude-me a ser alguém diferente que professa Suas palavras de amor onde quer que eu vá, em qualquer momento que eu encontrar qualquer pessoa. Posso até virar chata, mas não quero ver pessoas que eu amo não Te conhecendo por minha causa. Oro também para que elas tenham tido a oportunidade de Te conhecer e de receber a Sua Santíssima Salvação.
Te amo Deus. O Senhor nunca morre, pelo contrário, o Senhor venceu a morte. Eu Te amo. Eu te amo. Eu Te amo mesmo.

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