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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amor

Edgar Morin, em seu livro "Cultura de massas no século xx", no capítulo 14, aborda a temática do amor e suas transformações ao longo dos anos, após a introdução dos veículos de comunicação de massa. Hoje, projetamos nossas vidas em cima de imagens cinematográficas, ou literárias, das quais tiramos exemplos e características que incutimos em nossas vidas, conscientemente ou não.
Não sabemos diferenciar o que é realidade e o que é ficção. Identifiquei estes aspectos em minha vida ao ler o livro. Aqui não irei fazer um resumo e, nem mesmo uma análise (isso eu já fiz, ou tentei fazer em um seminário essa semana na FACOM), apenas irei fazer um recorte do que mais me chamou a atenção disso tudo.
O conceito de amor foi distorcido. Totalmente modificado com o passar dos tempos. Ninguém mais se contenta em viver um amorzinho, todos estão em busca de uma história. Porém, se a ficção imita a vida, dando na maioria das vezes um happy end a história que não teria, quando projetamos esse plano imaginário nas nossas realidades, corremos o sério risco de nos frustrarmos. Não que eu esteja dizendo que na vida real não exista finais, meios e inícios felizes, estou apenas dizendo que é um risco muito grande procurar viver uma história que possivelmente não é a sua. (Não devemos nos esquecer dos roteiristas que tem o compromisso com o final feliz do filme, enquanto na vida, você ajuda a escrever sua história que também depende - em partes- do outro).

Outro recorte seria sobre a total mutação do conceito de amor.
Parece que o amor atual é assim: "Eu te amo se você me amar" e, nessa espera do outro, ficamos sempre sem amar profundamente, vivendo de "eus te amos"  superficiais para todo lado. Uma sociedade que fala muitos "eus te amos", mas que na realidade pouco ama de verdade.
"É um oceano de amor com um palmo de profundidade."
Outrora o amor era algo limpo, lindo, sutil, desinteressado e guerreiro. Hoje, o amor quer viver uma história sem enfrentar os problemas, sendo sujo, inescrupuloso e espera calorosamente por seu final feliz.

Eu, sinceramente, não entendo as pessoas do meu tempo! (Às vezes, não entendo a mim mesma).
Para finalizar, gostaria de deixar algo para vocês: procurem suas histórias, procurem quem vocês realmente são. Mergulhem em uma história própria e profunda, não se joguem de cabeça na piscina dos outros que, além de ser dos outros, pode ser rasa de mais e fazer com que quebrem a cara.


1 Coríntios 13

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."





Frase de rodapé:
 Veja o que Philip Yancey disse a respeito de Dostoiévski, depois que este teve uma experiência na prisão: “Veio a crer que apenas sendo amado, um ser humano se torna capaz de amar; ‘Nós o amamos porque ele [Deus] nos amou primeiro’, como diz o apóstolo João.” Vejo, com isso, que todos nós, seres humanos, temos em nossa essência a capacidade divina de amar.


Fonte: http://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/13, acesso em 01/04/2011
          MORIN, Edgar. et. alii. Cultura de massa no século XX. O espírito do tempo. Rio de Janeiro, Forense.1969.208p
         Yancey, Philip.O Jesus que Eu Nunca Conheci. Editora Vida 5a impressão, 2002. Clique aqui para ler esse livro
 

*Fotos de outros blog's

Abraços,
Seyal Layes


O amor de Cristo foi até as últimas consequências!

Um comentário:

  1. O mundo e as formas de amar mudaram mesmo, hoje como tudo que existe, o amor está descartável e volúvel!

    Belo texto! Sumidona!

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