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sábado, 4 de setembro de 2010

Um caminho...
Estava andando em uma rua estranha, era vazia, era fria, era sombria, era bizarra.
No chão uma sombra projetada por uma micro partícula de luz que irradiava de uma casa do outro lado do quarteirão. Eu caminhava sozinho com meus pensamentos, sozinho com meus medos, sozinho com meus traumas, sozinho e acompanhado, muito mal acompanhado com minhas lembranças.
Era apenas eu, ali, andando, mas parado, caminhando sem sair do lugar, com frio e fervendo... Eu estava ali e tinha que fazer algo, afinal eu não estava ali por acaso. Vai me dizer que você acredita em acaso?
Eu entrei em uma fenda da parede e me vi dentro de um galpão junto com todos os meus problemas, o amor olhava para mim com sarcasmo e riso maléfico, como se soubesse que eu não poderia alcançá-lo. A ira estava armada até os dentes e a inveja, prestes a me fuzilar.
Quando olhei para o lado no meio daquela penumbra amarelada eu vi alguém acenando para mim, coitada, estava presa em uma gaiola cujo o molho de chaves estavam nas mãos do amor, pelo menos era o que eu pensava. Era a felicidade, toda surrada, suja, maltrapilha, uma pena! Ela já tinha sido tão bonita em outras vezes...
A ganância a todo tempo estava correndo atrás de mim, pertubando meus sentimentos que de tão confusos, abandonaram-me, deixando apenas o meinino pequeno chamado medo.
Quando vi o amor traiçoeiro já estava abraçado com o ódio, o rancor, a amargura, o ressentimento, o tédio, o infortúnio, o desejo, a paixão, a loucura e todos estavam acorrentados e unidos, como se algo estivesse sendo dito, semelhante a: "se quiser um vai ter que levar todo mundo!"
Parei para pensar e vi que eu realmente estava sonhando, mas como fugir dali? Então senti um frio tocar minhas mãos e senti algo entre elas, não pude ver o que era, então guardei no meu bolso e tentei caminhar dentro daquela oficina enorme e suja, tropecei em alguém no chão e vi que eram os meus inimigos, mas eu não cai, continuei caminhando e fui ultrapassada por meus amigos, mas lá na frente somente alguns continuaram, outros conseguiram abraçar a felicidade e decidiram parar por ali.
Quando vi uma luz forte no fim de um corredor eu pensei "vou correr pra lá, eu não sou bobo".
Quando comecei a correr vi que as paredes iam se fechando e se eu tentasse voltar seria esmagado sem tempo de fugir, entendi então que o caminho da felicidade é escuro, estreito e sem volta.
Uma vez que se conhece o paraíso não se pode ficar indiferente, mesmo que você tenha um pseudo paraíso  ao seu lado, você sempre se lembrará do que era bom de verdade e eu me lembrava da felicidade bonita do meu lado, sorrindo o sorriso mais doce do mundo.
Então eu lembrei da minha felicidade presa numa gaiola, coitadinha!
Pensei: " não posso deixá-la aqui. Como irei sem ela? Que sentido tem caminhar sem ela?"
Então eu parei e percebia as paredes se aproximando de mim, encontrei alguma coisa comprida no chão e percebi que era formada de braços e lá na pontinha tinha dedos e reconheci entre fragmentos que era algo formado pelas mãos de meus amigos que estavam de novo me dando uma forcinha.
Estiquei rapidamente todo o meu corpo e o objeto que tinha encontrado, vi a mãozinha na ponta pegar com muito custo a gaiola.
Eu olhei para o amor e fiz língua, pensei "danice você! Seu egoísta!" E comecei a correr em direção a luz e estava quase correndo de lado, pois as paredes estavam se fechando e a luz aumentando a intensidade em meus olhos. As mãos dos meus amigos lá atrás acenavam me desejando sorte e quando enfim consegui pular na luz que a essa altura era enorme eu caí deitada em um monte de colchões brancos.
Cacei a felicidade e ela estava lá, imóvel com um sorriso no rosto, não era como o do amor, sarcástico e banal, mas era algo limpo, puro e desinteressado.
Olhei para os lados e não vi nada além de um branco profundo, apenas branco... e me senti em paz.
Sentei-me com as pernas cruzadas, abracei a gaiolinha e vi a felicidade gesticulando algo e não entendi, fiquei analisando minha vida e percebi que quem estava na gaiolinha não era a felicidade e sim eu, estava fazendo da minha vida algo que só outra pessoa com a chave poderia me libertar e quando olhei para a gaiolinha da felicidade eu vi que ela não tinha trancas.
Ai então cheguei a conclusão final: O amor estava com muitas chaves, mas eram chaves de trancas que o prendiam a outros sentimentos e só ele tinha o poder de se desatar, já a felicidade era eu mesma quem podia o tempo inteiro realizar a soltura e ser feliz. O amor coitado, nada podia fazer, embora muitas chaves tinha suas mãos presas a outros que não queriam vê-lo abraçado com a felicidade e seus molhinho de chaves ficou ali na sua cinturinha dependurado até aparecer alguém para ajudá-lo. Mas eu até que não senti tanta falta assim do amor, afinal, eu estava feliz.
Quantas vezes caminhei com o amor e longe da felicidade? É porque o amor é algo que precisa sempre de mais de um e eu vi o amor nos braços que me ajudaram, que me desejaram força, eu vi o amor nos olhos da felicidade e ele estava sorrindo, sorrindo em paz...
Pobre amor! Sempre mal acompanhado. Uma lástima.
Quando acordei não me lembrava nem de metade do que estou contando, mas no meu bolso tinha um papel escrito "Você ainda terá a chance de ir resgatar o amor, mas dessa vez você não irá sozinha... Eu vou com você!"
Seyal Layes.

Nota: Love always, you can alwaysoffer a little more if he can not offer a little more, it is not love, is a usurper!Love is patient, if not unseemly, seeks not its own good, selfless acts, always hopes, always perseveres and overcomes all!Love never runs away to fight and never do harm to those he loves, still thinking to do be doing well. Love is good! The love is humble, love is love. And if it's love, will always offer a little more. - Tradutor google (:P)

2 comentários:

  1. Oh baby, love is always good!

    Kisses,

    Fernando Piovezam
    http://seuanonimo.blogspot.com

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  2. Love is always good!

    kisses,
    http://seuanonimo.blogspot.com

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