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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Viver é algo estranhamente estranho. Conseguimos nos arrepender de coisas feitas, lamentar coisas não feitas, estar insatisfeitos com a satisfação e satisfeitos com a suposição de que talvez, se fizéssemos de certa forma, tudo poderia, estar sendo de algum jeito, nem que seja por alguma hipótese, bem melhor.
Pensar é uma furada.
É um barco muitas vezes bandido, mas que nas poucas vezes que promove confusão faz um estrago tão gande que em apenas algumas frações de segundos de suas atitudes realizadas em um momento, podem te fazer arrepender pela vida inteira.
Tem pessoas que passam pela vida lamentando ter feito e errado, outras, por sua vez, lamentam não ter  feito e não ter acertado, todos tem motivos para lamentar.
A vida são momentos felizes que dentro de uma caixinha se tornam um mundo habitável de pensamentos.
O amor não é algo avassalador de um dia, um mês, uma semana... Aquilo é paixão. Amor é regar a florzinha, ter prazer em ver progredir, ser feliz em ver que tudo deu certo, olhar para aquilo e ver: eu que fiz. Amor é viver.
Viver também é assim.
Aprendi que temos que ter a paixão. A paixão é o que te motiva a fazer as coisas, seus projetos, seus sonhos,  seus trabalhos, tudo... a paixão é o empuxo inicial, porém é o amor que é o combustível.
Sem a paixão não vale a pena fazer nada. Sem o fogo, sem a vontade... É investir em uma impresa com data certa pra falir.
Nas salas de faculdade é fácil encontrar pessoas apaixonadas por algo, mas que não fomentam a paixão com amor e logo que o fogo acaba vem aquela depressão "não é isso que eu quero".
Aprendi que a vida, assim como o amor, podem ser produzidos, armazenados e utilizados.
É assim. Você se apega. Mas não deve ser por obrigação, ou favor. Não com os outros, menos ainda com você mesmo. Você não pode se condenar a prisão para fazer alguém feliz. Dessa form ninguém será feliz.
O medo do costume bloqueia o amor, bloqueia a vida. Mas se amar não se tornar um costume, então, de nada vale o amor, a vida. (Mas isso só é válido para quando se ama, agora fazer do costume amor é errado)
Já pensou acordar e descobrir que não ama mais sua casa? Que não ama mais seus pais? Que detesta os seus amigos? Que seu sapato é horrível? Tudo de uma vez?
Então, viver também é se acostumar, mas não se acomodar... isso são aspectos diferentes.
Você precisa mudar o visual, reformar a casa, fazer carinho nos pais, paparicar os amigos, viver sua vida para não cair na maldita rotina e se ver acomodado com a casa velha, o carro sujo, os amigos pobre de espírito, os pais pacatos e a vida morta.
Quando eu era criança eu sonhava em viver muito, ainda que fosse infeliz. Pura burrada. Hoje eu sonho em viver muito e feliz, mas se não der, eu prefiro viver pouco e ardentemente, com paixão a tudo que eu tocar fomentando de amor todos os dias  meu quarto, os meus pais, os meus amigos e até mesmo aquele objeto esquecido que daqui a pouco irei me recordar em minhas arrumações, resumindo, fazendo dos meus momentos felizes a eterna felicidade.
Eu preciso amar o que eu faço.
Pensava haver diferença entre amor de dentro pra fora, ou amor de fora pra dentro, mas amor é amor... e quanto ao amor, não há leis.
Vivam a vida com ardente paixão.

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