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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ficar sonhando algo que se sabe que não irá acontecer é ficar estrangulando a vida, sacrificar os sonhos, jogar o tempo pela janela com a plena consciência de que ele não volta e não perdoa.
Continua passando por você indiferente a sua dor.
O tempo não cura, ele só passa.
Somos nós quem com o passar do tempo mudamos nossa percepção e sensibilidade dos acontecimentos, quanto mais rescente mais sentido. Quando você toma conhecimento da efemeridade de tudo isso e cria entendimento para lidar, não vai importar se você está triste ou alegre, você tem plena consciência de que tudo é passageiro e é nesse ponto que você se torna o poço da frieza e indiferença.
Nada pra você é tão doído, nada para você é tão divertido é como se você tivesse o controle do tempo e se sabe que daqui a 15 anos não irá mais sofrer, ou sorrir por isso, já começa a agir hoje como se os 15 anos já tivessem passado.
É uma forma de aliviar a dor, mas pagar estabilizando a alegria.
É como se os sonhos dos outros não importasse para você, você já está preparado caso tudo dê errado e não ficará feliz se algo der certo, afinal, vai passar mesmo. Não que isso seja um motivo para pisar nos outros, mas talvez seja para passar despercebido.
Você deixa de viver uma vida fútil de preocupações e passa a viver uma vida vazia e insignificante, onde não importa se te abandonaram, se te trocaram, se você ama, se você deixou de amar, com o tempo você sabe que irá superar, então o melhor é começar a superar agora e não ficar sofrendo.
Mas tudo tem um preço.
Aquelas brincadeiras sem graça que antes te matava de rir, hoje nem fazem cossegas. Aqueles braços que te levavam ao infinito não te deixam longe nem um milimetro dos seus pensamentos de que não adianta guardar aquele momento na mente, alimentá-lo é se sufocar todos os dias, pois só terá a lembrança e não terá a realidade. Aqueles passeios que antes pareciam incríveis, hoje são apenas lugares.
Esse é o preço da indiferença, você se torna indiferente com tudo.
Vale a pena?
Não sei.
Mas o medo de sofrer te leva a criar armas que só você sabe usar e só você pode largar.
Quem sabe quando o medo passar eu me torne mais humana, no momento não sinto dó de ninguém além de mim mesma que estou deixando meus sentimentos escorrerem sem fazer a mínima força de fazê-los ficar.

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