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sábado, 1 de maio de 2010

Estamos abandonados em uma solidão sem fim.
Um abismo sem fundo, ao qual mergulhamos de cabeça e a decida não vai parar!
Sinto o frio e a neblina, a chuva e o vento, sinto até mesmo a neve, sinto o frio.
Pensar é o que mais me sufoca, um grito: a escrita!
E o que fazer se as palavras não são mais necessárias, quando não são lembradas, quando apenas são esquecidas e a mente de uma pessoa é a única recordação do que se tem de um passado efêmero que parecia longínquo? Eis o passado eterno. como pode? O que iria ser para sempre ter um fim?
É a única excessão!
Pensar em mudar, tirar a neblina e se cobrir em frente a uma lareira com um copo de chocolate quente e pensar que não penso. Que não sinto. Que sou o poço largo e profundo de indiferença que hoje eu acredito ser.
Pensar que tudo aquilo foi um sonho e que sempre temos que acordar.
Não esperar chuva no deserto, não esperar mudanças do imutável, não esperar memória do "
aminésico".
A vida!
Sinto o frio em meu ossos e me fazem sentir dor, contorço-me sozinha, tremo, mas continuo pensando, e cada vez que penso encontro um motivo a mais para estar em frente a lareira e não mudar minha decisão.
Difíceis escolhas da vida, mas é a vida e suas escolhas, temos que tomar as nossas, afinal, já tomaram a deles.

É tão horrível fazer nossas atitudes depender das alheias, eu aprendi isso em 2008, então tomo as minhas
independente do que façam, apenas faço o que julgo melhor pra mim.
Para trazer o sol, sentir o frio ao sol, sentada na grama ouvindo um violão no fundo assim como cena de filme que já aconteceu comigo no ultimo dia de aula do primeiro semestre do ano passado... Respirar aquele ar gelado e encontrar esperanças e sentir que no próximo semestre tudo seria diferente, mas não somente quando chegasse, mas a partir de agora!

Mudaram as estações, o pra sempre sempre acaba... Começo a acreditar nessa musica da Cássia Eller.
O violino... escutar! dançar.... Roupa branca de um pano leve semelhante ao véu branco a girar e a girar...

A única
excessão!
E várias vontades... vários desejos e somente alguns podem se tornar realidade.
Meus sonhos na gaveta esperando um pouco de ar puro e não frio para respirar! ahhhhhhh.... ahhhhhh... ar puro e quente para respirar!
Acolhido, abraçado, curado... Perdoado!
Sou um ser humano maltrapilho necessitando de Deus!

Invoco-te e venha em meu favor!

E que a solidão sem fim e o abismo largo e profundo, a indiferença, o frio e a neve retornem em câmera rápida, num flash de memória e estaremos deitados em um gramado verde, o sol, o violão e flores a enfeitar o jardim, uma árvore, ar puro, boa comida, boa companhia, acolhidos, abraçados, curados e por Deus, perdoados!

- Sem julgar, sem sermos julgados. Perdoando e sendo perdoados!

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