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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu preciso dizer...


Confesso que estou com medo! Eu estou com muito medo! Seria hipócrita ao dizer que não estou com medo se no fundo eu estou quase morrendo de tanto medo. Talvez seja meu lado materialista e egoísta que esteja novamente dando as caras na superfície de minha face, se deixando transparecer ao invéz da pessoa meiga e sútil que enfim, nem que seja um pouco eu aprendi a me tornar. Mais humana, mais compreensiva e mais fora de mim. Parece que agora eu estou fazendo de tudo para impedir que um plano superior as minhas vontades não venham acontecer só para que eu continue contente da forma que estou vivendo. Mas sabe, eu só queria um pouco mais de tempo para viver e realizar meus sonhos. Eu sei que existem coisas maiores que meus sonhos até para mim, mas eu só queria ser uma velhinha e ver que fui uma boa jornalista, fiz bem para alguém, ajudei minha família a encontrar a verdadeira Luz e no final poder dizer que além disso tudo, EU AMEI. Enquanto eu não tinha descoberto esse sentimento pouco me importava o amanhã, se ET's invadiriam a terra, se haveriam outras Iroshimas e Nagasaki's por ai... Não, eu não me importava, era mais um ser humano ligado as minha vontades, fazendo de tudo para mudar o mundo mas incapaz de mudar a mim mesma. Mas agora... Tudo é diferente! Eu só queria um pouco mais de tempo, eu sei que o tempo que eu estou ganhando pode ser a eternidade que outros estão perdendo, eu não queria que fosse assim... Só queria poder entrar numa livraria e pedir um livro que eu escrevi, ler um poema meu que não foi plagiado por ninguém com minha própria assinatura e pelo menos 100 pessoas gostassem a ponto de tê-lo decorado, ou guardado na agenda. A felicidade pra mim são coisas tão pequenas amontoadas e vistas aos olhos alheios, mas tão grandes para mim. Eu só queria ter meu apartamento, estilo loft, com minhas paredes e sofás enormes brancos, minhas coisas arrumadas, chegar totalmente cansada mas feliz do meu serviço na CNN, jogar as pastas para um lado, o sapato pro outro, as roupas em qualquer lugar. Jogar-me sobre a cama e pensar no silêncio e em tudo que conquistei com a ajuda de Deus e na companhia de meu amor. Logo, acordar, fazer algo que gostamos de comer, comprar um vinho e fazer do jantar diário um encontro amoroso todos os dias das nossas vidas, até que por fim teriamos um Jr. que ainda não sei de onde brotaria, que nos daria milhares de netos para ouvir nossas histórias de avós e depois de uma longa xicará de chocolate quente em uma noite gelada e nossos corpos agarradinhos sumissem deixando apenas o que de material conseguimos para tráz. Eu só queria ter tempo para fazer o que muitas pessoas fizeram: VIVERAM! Mas eu sei que eu não tenho esse tempo... Eu sei. Eu peço sabendo que esta talvez possa ser a única prece de meu coração que não poderá ser atendida, mas ainda assim eu peço... por que eu admiro a vida alheia e queria poder também viver a minha... apenas um pouco mais. Sem perder o que conquistei antes de nascer por alguém que me amava antes mesmo de que eu viesse ser gerada (Jesus), mas eu só queria ser feliz um pouco mais de tempo por aqui. Não quero ficar pra ver os choros, mas queria ter mais tempo de viver como estou hoje. Não para fazer como muitos, sair, roubar, matar, drogaro-se... não! Eu só quero viver. Acho que eu estou começando a ficar muito atormentada com isso tudo, por que enfim os jovens estão tendo visões, a terra está tremendo, as ondas estão engolindo os continentes, o sol está ficando mais quente, o amor está sumindo, e a tecnologia está tornando possível a visulização de um raio que corta no oriente ser visto pelo ocidente... E parece que só eu penso nisso todos os dias, todos os minutos da minha vida desde então... Mas estou pensando com egoísmo e não com felicidade como deveria ser. Será por que eu aprendi a amar isso aqui? Será por que eu esteja esperando um final de Hollywood, no qual Deus mudaria tudo só para fazer eu, apenas mais um grão dessa areia feliz? Eu sei que isso não vai acontecer. Mas eu sinto o fim... Eu sinto o fim tão próximo que quase posso tocá-lo com minhas mãos, ver com meus olhos e sentir com meu coração. Pode parecer redundante essa frase, mas não é... Meus sentidos estão apurados eu O estou vendo chegar saltando pelos montes e o que será de nós? Eu busco algo, mas só saberei se fui digna na hora de sua chegada. Espero que sim. Mas eu estou com muito medo... Eu estou sendo egoísta, peço perdão por isso... Peço perdão por estar, talvez, amando mais a criatura do que o Criador... Vou tentar mudar isso, sem perder ou matar o amor por ambos. (...) Eu sei o que o fim está próximo... o fim disso tudo aqui. O fim das certezas, das mentiras, da corrupção... Talvez eu não viva para fazer uma revolução. Volto a repetir o que já tinha dito postagens atráz: "Sinto-me como um doente em fase terminal, que precisa prosseguira a vida, mas é tão difícil viver sem saber até onde se pode chegar!" Mas será que não ocorre o mesmo tanto para quem está ou não nsessa situação? Talvez sim. Mas somente quem se encontra nela é que consegue parar tanto tempo para pensar em tudo isso. Eu só quero chegar em algum lugar, que não seja mau, que não tenha dor e nem sofrimento, nem choros e ranger de dentes... Eu só quero que lá eu consiga o que eu talvez possa não ter tempo de conseguir aqui na terra: FELICIDADE PLENA!

*Best I Can - Decyfer Down*
*Angels Fall Down - Skillet*

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