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sábado, 14 de junho de 2008

Falando de mim

Queria começar escrevendo uma história, mas acho que mais uma vez vou falar de mim.
Para não me sentir muito acanhada em detalhar fatos, vou falar da amiga de uma amiga minha ok?

Não sei por onde começar... Acho que estou me usando de psicóloga e espero me sair bem. É tanta coisa, tanto a dizer, tanto o que penso. Tanto o que quero fazer que não sei mais o que falar. Perdão. acho que me perdi.
Sabe, a vida é muito realista para uns, romântica para outros e barroca para mim, pelo menos é o que eu acho.
Eu às vezes me vejo realista, dando minha opinião em cima do que as coisas realmente são: inalteráveis e imutáveis. Mas logo percebo que todos podem mudar, podem sim.
Às vezes, mesmo negando, vejo-me romântica, a procura de algo a mais que possa me fazer feliz, completar-me. Mas quando vejo tanta tristeza e tanta bagunça no mundo eu penso: “onde está esse tal de amor? Será que só alguns o merece?”
Ninguém me responde.
Eu vejo um pai que não respeita os filhos, eu vejo filhos que maltratam os pais, eu vejo os doentes sofrendo, eu vejo os inocentes pagando. Quem eu vou culpar? Quem bagunçou o mundo? Será que uma única atitude minha seria importante para mudar algo? Será que eu mudei algo? Será que eu realmente sou do bem?
Ninguém me responde.
Mas sozinha eu vejo, a culpa é realmente minha. Se cada um fizesse sua parte sem pensar: “O outro não está fazendo”, talvez seriamos mais felizes. Porque afinal, não é a luta de um contra o outro, e sim, um mais o outro para arrumar essa bagunça.
E Deus? Onde entra Deus? Deus tem culpa?
Não. Somos nós os culpados de não aproveitar o livre arbítrio para vivermos felizes em comunhão uns com os outros. Estamos a todo o momento pedindo paz, mas nos armando, esperando uma grande ameaça inimiga de um irmão da nossa própria espécie. Com isso, mais uma vez me pergunto: “Somos realmente racionais?”.
Ninguém me responde.
Voltando a minha vida... Sinto-me mal, por não ajudar a todos que precisam, por não me ajudar, por ter coragem, mas perder a confiança em mim mesma. Eu tenho fé. Eu tenho fé em Deus, eu tenho fé em mim, mas ainda assim, o medo me impede de fazer coisas que poderiam muda tudo, ou algo, quem sabe?
Ninguém me responde.
O que acontece quando o medo e a fé se colidem?
Ninguém me responde.
Talvez por medo de perder a fé, a abandonam, ou por medo se tem fé. Fé... Afinal, o que é fé?
O Aurélio vai nos responder:
Fé: 1. Crença religiosa. 2. Conjunto de dogmas e doutrinas que constituem um culto. 3. A primeira das virtudes teologais: adesão e enuência pessoal a Deus. 4. Firmeza na execução duma promessa ou compromisso. 5. Crença, confiança. 6.Testemunho autentico, escrito, de certos funcionários, que tem força em juízo.
Mas dentre todas eu prefiro uma não citada.
Fé: é a crença, confiança, nas coisas que não se pode ver.
Como pode alguém ter fé e não ter amor ao próximo?
Ninguém me responde.
Como pode Ter fé em um Deus, infinito em amor e misericórdia e não ter fé no seu irmão, que se pode ver e tocar a todo instante?
Somos seres corruptos, indecisos, cheios de perguntas, no entanto, sabemos que resposta está dentro de cada um.
Eu sou assim, cheia de perguntas, com poucas respostas dadas, mas com muitas concretas, que estão dentro de mim, mas tenho medo de aceita-las e de ouvir a voz que deve ser uma das mais importantes. A voz que ninguém sabe calar, a voz que brota de dentro para fora, a voz que o mudo também tem, a voz que não se pode mandar, a voz que sai e por medo evitamos escutar... A voz do coração.
Talvez por isso o mundo vá caminhando em direção ao abismo... Por que nós, nós, mais ninguém além de nós, estamos calando a nossa voz pura limpa, a voz do nosso coração. A voz do coração puro, do coração que pensa no bem, do coração que não quer se vingar e sim procurar a forma de ser feliz a cada dia e a todo instante.
Não cale sua voz, a escute, arrependa-se de tê-la escutado, mas a escute você pode se surpreender.
Lis Masil.

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