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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Talvez

Talvez, no final, não importam os risos. Importa quantas vezes você quis chorar. 
Talvez, importe, inclusive, que nem chorar você quer mais. 
Talvez, importe que não tem mais importância.
Talvez, não ter mais importância importe e não sei como me comportar.
Talvez, eu não devesse me comportar e sim me importar.
Talvez, no final, não deveria ter final.
Talvez, se se pensa em final, não deveria nem ter começado.
Talvez, o que parecia certo era errado.
Talvez, o erro seja querer que tudo dê certo.
Talvez... Talvez... Talvez...

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Já sabia

Eventualmente,  as pessoas irão te decepcionar. E, acreditar que isso é uma mentira é a melhor forma de concretizar essa verdade.

Eu já passei muito tempo esperando mudanças de quem amava ser como era. Esperando que a vida ensinasse que é preciso aprender a ter pelo que se lutar. Mas, não. Quem aprendeu fui eu.

Aprendi a lutar pelo que acredito, pelo que sonho e pelo que sou. No final, aprendi a ser um novo alguém.

Acreditei que podia ser feliz brincando.  E, brincando me tornei séria e cheia de responsabilidades que não queria ter. Fui além do que queria, mas isso só significa que ultrapassei o que quero.

Talvez, eu só precise pisar no freio, engatar à ré, mudar a rota para a inicial,  e seguir em frente. Nada no mundo paga a sua paz!

domingo, 20 de março de 2016

Um novo filme da mesma história! 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Good bye, friend.

A amizade acaba quando um "amigo" tenta tirar o outro. E, na fúria de ter sido tirado, você acaba revidando da mesma forma.

Na amizade, existe troca recíproca de experiências, ideias e afeto.

A palavra chave para qualquer relacionamento é o respeito. Acabou o respeito, acabou a consideração e tudo que antes era base.

Amor e carinho continuam. Claro! São sentimentos e escolhas que fazemos. Mas, onde não tem respeito, não tem lugar para convivência.

Ao longo dos anos, muitos nomes apareceram e sumiram deste blog. E, contados a dedo, tive amigos que perdi justamente por este motivo. Pessoas que eram super parceiras, que fizemos de tudo para estarmos juntos o tempo todo e era divertido e prazeroso.

Porém, eu realmente me pergunto por que existe uma competição entre as pessoas em querer provar que seu estilo de vida é melhor que do outro, que a banda de rock que se ouve é melhor que a que o outro ouve e isso virar motivo de picuinha.

Palavras são mais que palavras para aquele que analisa discursos.

Já perdi muitos amigos, sim. Mas, não quero perder minha dignidade!

Buenas Noches, aos que ficam! ;)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Momento em que Nasce o Amor

Eu, particularmente, tenho uma forma diferente de enxergar o amor. Para muitos, ele é tudo o que precisa ser alcançado. Existem até mesmo aqueles que abandonam família, amigos, sonhos, projetos, trabalho, ou mesmo a vida por causa dele.

Sim, amigos. Lilisa está falando de amor amor no blog.

Ao meu ver, o amor é formado por três características específicas: identificação, atração e companheirismo.

A identificação é aquilo que chamamos de amizade. Quando as pessoas têm pontos em comum e sabem como exaltar estas características de forma positiva para construir a base do relacionamento. Neste ponto é construída da ponte de ligação entre uma pessoa e outra, entre gostos, projetos e perspectivas da diferentes áreas da vida.

A atração é o tal do bendito fogo. Aquilo que faz você olhar pra pessoa e pensar "como deve ser bom beijar a quela boca", ou "dançaria mil músicas com esse alguém". A atração é a bendita paixão que por vezes é irracional. É algo de carne, de pele, de hormônio. É se sentir um cachorro olhando para o frango na máquina da padaria do domingo. É sentir frio e calor!

O companheirismo é a chave de tudo. É o que vai diferenciar uma pegação de um namoro, um caso de um casamento, uma possibilidade de relacionamento para um relacionamento de fato. É comprar o sonho da outra pessoa e vender o seu sonho pra ela. É um falar pro outro "vamos nessa, que a hora já chegou" e, como bem diria Luiz Fernando Nascimento, é "viver sua própria vida e viver essa vida própria junto com o outro".

Qualquer uma destas características sozinhas, em algum momento, pode muito bem se fingir de amor. Ser confundida e mal interpretada como. Mas, a verdade é que nenhuma delas sozinha, ou acompanhada de outra apenas, forma na minha cabeça o conceito que é capaz de fazer uma pessoa querer compartilhar sua vida com outra.

A identificação te leva a ter bons amigos que se misturado com atração pode gerar uma amizade colorida, ou uma grande confusão. A identificação com o companheirismo é uma ótima receita para laços eternos de amizades desinteressadas e valiosas. Aquelas que valem mais que o mundo e te torna de certa forma completo.

Já a identificação e companheirismo pode levar muitas pessoas a se envolverem amorosamente esperando o amor nascer em algum momento, uma vez que as duas pessoas já se conhecem e se entendem tão bem. Mas, sem aquela chama, aquele desejo de olhar no olho do outro, o literal prazer da companhia do bem-amado, uma hora ou outra aquilo que poderia ter sido um outro tipo de relacionamento sadio e eterno, acaba por ruir deixando grandes feridas no coração de ambas as partes.

Todavia, quando se encontra alguém semelhante em gostos de aspectos vitais de sua existência, não precisa ser em tudo, mas, pelo menos, daquilo que você tem como base, e esta pessoa abraça seus projetos junto contigo e te faz arrepiar a ponta do dedo mindinho, ai se encontrou o amor!

No campo das possibilidades, encontrar a pessoa "perfeita" não é impossível. É pouco provável, mas não impossível. A questão é que hoje em dia existe uma grande carência no mundo e todos querem se relacionar, pois estar solteiro é uma espécie de atestado social negativo. Mas, que se dane essa tal sociedade!

O que eu percebo no fim das contas é que tive grandes amigos, grandes companheiros, grandes aventuras amorosas, grandes zoeiras e gigantes bagunças. O amor? Já conheci também, claro. E, não acredito que ele só apareça uma vez, ou duas, ou três. Ele pode aparecer várias vezes! O amor não tem regras. Quem tem regras, somos nós.

O que coloquei pra mim são prioridades. E, no topo delas estão tantas coisas que talvez eu tenha perdido vários partos do amor em minha vida e só percebi na hora da partida, ou nem percebi passar. Não é esta uma questão que demasiadamente me importasse, embora dizer que não me importe em nada seria mentira.

A questão é que não quero ficar brincando de química, misturando dois elementos iguais com um diferente, ou dois diferentes, ou quatro com dois iguais em cada par. Eu posso não ter escolhido esperar pelo amor, mas eu escolhi viver feliz com os amores que encontrei e me satisfizeram até então.

Quando a fome aumentar, penso em como fazer. Mas, para cada dia o seu mal. O mal de hoje é saber diferenciar amigo de amor e amor de amigo, tanto para com ele, quanto para comigo.

Boa noite,

Lis Macedo.